O caminho para casa – Kristin Hannah
15/02/2013
Durante 18 anos, Jude pôs as necessidades dos filhos em primeiro lugar, e o resultado disso é que seus gêmeos, Mia e Zach, são adolescentes felizes. Quando Lexi começa a estudar no mesmo colégio que eles, ninguém em Pine Island é mais receptivo que Jude. Lexi, uma menina com um passado de sofrimento, criada em lares adotivos temporários, rapidamente se torna a melhor amiga de Mia. E, quando Zach se apaixona por ela, os três se tornam companheiros inseparáveis.
Jude sempre fez o possÃvel para que os filhos não se metessem em encrenca, mas o último ano do ensino médio, com suas festas e descobertas, é uma verdadeira provação. Toda vez que Mia e Zach saem de casa, ela não consegue deixar de se preocupar.
Em uma noite de verão, seus piores pesadelos se concretizam.
Então a vida dá uma guinada, levando os personagens a viver sentimentos intensos – amor e ódio, culpa e perdão – que qualquer um de nós poderia experimentar. Uma decisão muda seus destinos, e cada um deles terá que enfrentar as consequências – e encontrar um jeito de esquecer ou a coragem para perdoar.
O caminho para casa aborda questões profundas sobre maternidade, identidade, amor e perdão. Comovente, transmite com perfeição e delicadeza tanto a dor da perda quanto o poder da esperança.
Eu não sei se vou conseguir fazer uma postagem coerente e descente desse livro. No fundo eu não me sinto preparada para escrever uma resenha à altura do que ele merece. Após a leitura, eu fiquei com a sensação de que nada que eu tente falar será suficiente para mostrar o quão especial achei a história O caminho para casa.
“ – Desculpe-me por demorar tanto para chegar até aqui. Eu… me perdi – disse ela finalmente.” (pág. 351)
O caso é que eu poderia ficar horas tentando escrever sobre o livro e mesmo assim não conseguiria colocar em palavras todos os meus sentimentos. E eu não quero ser superficial demais e contar mais detalhes do enredo por acreditar que a sinopse acima já trás as informações suficientes para iniciar a leitura, então vou somente falar dos meus sentimentos.
Confesso que demorei muito mais do que o planejado para tirar o livro da estante e iniciar a leitura. Fiquei protelando porque alguma coisa me dizia que eu iria sofrer e eu não me sentia preparada. E quando eu acreditei que a história seria simples, O caminho para casa me pegou desprevenida com a quantidade de coisas que me fez sentir e pensar.
"Uma sensação curiosa tomou conta de Lexi. Era como o leve bater de asas de passarinho, uma emoção tão estranha que ela não a reconheceu de imediato.
Esperança." (pág. 15)
Eu tive vários tipos de sentimentos durante a leitura do livro... Raiva, compaixão, alegria, carinho, tristeza e esperança foram tomando conta de mim, enquanto as páginas iam passando sem que eu percebesse o tempo ao meu redor.
Kristin Hannah conta tão bem a história e constrói tão bem as personagens que os sentimentos não conseguem ser únicos, rasos e do inÃcio ao fim o mesmo. Para explicar um pouco melhor, mesmo tendo um certo ódio de Jude e não concordar com muitas coisas que ela fazia, foi quase impossÃvel não se aproximar um pouco dela e sofrer junto diante de alguns acontecimentos. E quando a gente odeia alguém, a gente quer mais que ele sofra não é? Mas eu me peguei sofrendo junto e não querendo um final ruim para ela. Deu para entender a contradição de sentimentos?
“Em um mar de lamentação, havia ilhas de bênçãos, instantes no tempo que nos lembravam do que ainda tÃnhamos, em vez de tudo o que tÃnhamos perdido.” (pág. 142)
E como se não bastasse uma ótima narrativa e as páginas serem carregadas de emoção, a autora tem um toque incrÃvel de poesia que me fez ficar apaixonada. Me pergunto quando terei em mãos mais um de seus livros para ler…
“Eles se lembrarão daquela noite, há tanto tempo, quando a chuva se transformou em cinzas…” (pág. 7)
Eu cheguei ao fim da leitura pensando em como as vezes deixamos escapar coisas importantes da nossa mão sem perceber, em quantas coisas ignoramos pelo caminho e que no final nos fazem a maior falta… Mas o que realmente me ‘pegou de jeito’ foi como uma decisão boba, em um minuto de bobeira, pode ter consequências devastadoras e que iremos carregar pelo resto da vida. Gosto de livros assim. Gosto de livros que mexem comigo, que bagunçam meus sentimentos e me fazem pensar e repensar vários detalhes do meu dia-a-dia. E no fim, sinto que foi um verdadeiro presente a leitura de O Caminho para Casa.


















