Segunda em Preto e Branco #2
21/01/2013
Oi Pessoal, tudo bem?
São tantas coisas que gostaria de colocar nesta coluna que sempre me pego pensando em qual deve ser a próxima indicação, o que devo falar primeiro e assim vou me enrolando cada vez mais e demorando para trazer um novo post para vocês.
E depois de tanto pensar em qual seria o segundo post dessa série, acabei decidindo por Psicose do incrÃvel Alfred Hitchcock.
Marion Crane, uma jovem que roubou dinheiro de sua empresa, aproveita o fim de semana para fugir. Mas se perde na estrada e se hospeda no Bates Motel, onde é misteriosamente assassinada. A polÃcia e a irmã dela, Lila, procuram por seu paradeiro. Mas quem pode saber mais é Norman Bates, que administra o motel junto com sua mãe inválida.
Embora o filme tenha se tornado conhecido (quem nunca brincou com a musica do chuveiro), e mesmo se tornando um imenso sucesso de bilheteria (na verdade é o maior sucesso de bilheteria da carreira do diretor), Psicose não é um dos mais elogiados trabalhos de Hitchcok e parece que só ganhou seu verdadeiro valor depois da péssima refilmagem de 1998.
Foi o primeiro filme que assisti do diretor, e tenho que confessar que para a época, e mesmo agora, o psicopata vivido por Anthony Perkins é assustadoramente perfeito. Tanto que ele está na lista de segundo lugar de vilões AFI (American Film Institute).
O que talvez pouca gente saiba é que Psicose se baseia num livro escrito por Robert Bloch. Ele era pouco conhecido na época e Hitchcock comprou os direitos por U$ 9 mil e fez questão de adquirir o maior número possÃvel de exemplares do livro para que poucos soubessem do final.
Alguns fatos curiosos é que durante o lançamento do filme o diretor proibiu a entrada no meio das sessões. Isso acabou gerando muita curiosidade e aumentando o êxito do filme. Nos cinemas americanos onde o filme estava em cartaz se encontrava o seguinte aviso: “O gerente deste cinema foi instruÃdo como risco de sua própria vida, a não admitir no cinema pessoas depois que o filme já começou. Qualquer tentativa que seja feita por portas traseiras, saÃda de incêndio ou ventiladores, será rechaçada a força. O objetivo dessa ordem é logicamente ajudar você a se divertir mais com Psicose. Assinado Alfred Hitchcock.”
Outro ponto curioso e que foi um choque na época foi a morte da estrela do filme na metade da história.
Sobre a famosa cena do chuveiro…
Bom, primeiro ela foi um dos motivos da gravação ser em preto e branco. Foi a última filmagem do diretor assim e ele pensava que a visão do sangue no chuveiro e depois no ralo provocaria enjoos na plateia e que o filme seria rejeitado por isso (o outro motivo é que os custos foram mais econômicos com a gravação em P&B).
Outro ponto curioso… Psicose foi o primeiro filme a mostrar uma privada. Pasmem, mas até a filmagem de Psicose isso era proibido pela censura e só foi liberada nesse filme por “ser parte essencial da história”. Não foi usada água fria durante as cenas e essa parte levou uma semana para ser filmada. Ah, e para estragar mais a ilusão… O sangue era calda de chocolate e o som da faca foi produzindo enfiando-a em um melão….rs
A casa usada no filme ainda está de pé nos estúdios da Universal e quem sabe um dia eu ainda não a visite? E para fechar a postagem… Não teria como este filme aparecer por aqui já que ele foi indicado ao Oscar de fotografia em preto e branco e direção de arte em preto e branco. (Ah, ele ainda recebeu as indicações para Hitchcok pela direção e para Janet Leigh por atriz coadjuvante).
E vocês, já assistiram o filme? O que acharam?










