MARINA – “Todos temos um segredo trancado a sete chaves no sótão da alma. Este é o meu.” (08)
02/10/2012
“A
vida nos concede a cada um de nós raros momentos de pura felicidade. Às vezes
são apenas dias ou semanas. Às vezes anos. Tudo depende da sorte de cada um. A
lembrança desses momentos nos acompanha para sempre e se transforma num país da
memória ao qual tentamos regressar pelo resto de nossas vidas, sem conseguir”
(144)
Zafón nos conduz por
uma Barcelona dos anos 80, apresentando o protagonista Óscar. Achei muito bom
ler um livro onde o protagonista é do sexo masculino, porque quebrou um pouco
com a série de histórias com protagonistas do sexo feminino.
Essa história nos
cativa a ler e desvendar os caminhos desse labirinto que é Marina. Saudoso e
melancólico, a história nos remete a um filme antigo, primoroso e viciante.
Quando você se põe a ler, fica praticamente impossível parar de ler.
Considerando que é um livro com poucas páginas, somos surpreendidos com uma
história rica, completa, com detalhes e personagens intensos. Você ri, chora, questiona e tenta
junto com Óscar e Marina os mistérios da história. Logicamente quando terminei
de ler, fiquei desejando que houvesse uma continuação, porém, muito satisfeito com o
que li. Zafón apresenta e brinca com a morte de formas diferentes, desde o mais
terrível até o seu lado mais sereno e suave.
“Sua alma só ansiava
por paz de espírito para poder afastar as sombras que abrigava no coração.”
(154)
Repleto
de frases que nos fazem refletir, Óscar e Marina percorrem os becos de
Barcelona para desevendar o mistério da história, levando o leitor a acreditar
em uma coisa e no parágrafo seguinte mudar de ideia e na página seguinte mudar
novamente o pensamento.
“Ninguém merece nenhum
centavo além do que está disposto a dar a quem precisa mais do que ele” (154)











