A Garota no Trem - Paula Hawkins
22/01/2016
Um dos maiores fenômenos editoriais dos últimos tempos, o thriller psicológico The Girl on the train, de Paula Hawkins, surpreendeu até mesmo seus editores e a própria autora, nascida e criada no Zimbábue, que vive em Londres desde os 17 anos: em menos de um mês, o livro – que vem sendo comparado pela crÃtica a uma mistura de Garota exemplar e Janela indiscreta – ultrapassou a impressionante marca de 500 mil exemplares vendidos e alcançou o primeiro lugar nas listas de mais vendidos em todos os paÃses em que foi publicado (Reino Unido, Irlanda, EUA e Canadá) desde seu lançamento em janeiro. A trama, que gira em torno do desaparecimento de uma jovem mulher, com três narradoras femininas duvidosas, conquistou fãs como o mestre do mistério Stephen King, que publicou em sua conta do Twitter que o “excelente suspense” o manteve acordado a noite inteira: “a narradora alcoólatra é mortalmente perfeita”.
Olá pessoal, como vão as leituras? Eu ainda estou de férias, então estou lendo bastante... Meu último livro lido foi A garota no trem, de Paula Hawkins, e confesso que fiquei muito empacada na leitura.
Li várias resenhas sobre o livro antes de começar a lê-lo e fiquei muito empolgada com a sinopse, afinal, um Thriller psicológico sempre é a minha praia. Na contracapa do livro, há a promessa de que se você gostou de garota exemplar, irá gostar desse livro, bom, eu não li garota exemplar, mas vi o filme e achei muito legal. Vamos à história?
A história possui vários narradores em primeira pessoa, entre eles, a principal é Rachel. A jovem é uma alcoólatra assumida, mas que tem sérios problemas em controlar seu vÃcio. Os problemas são tantos que ela mora com uma amiga depois de sair de um casamento de alguns anos com Tom, e, quando bêbada, ela inferniza a vida do ex-marido. O fato é que consegui enxergar verdadeiros sentimentos nela, teve uma hora que tive até pena da personagem principal.
Enfim, eis que todo dia ela pega o trem para fingir que está indo trabalhar, e acaba observando a vida dos outros pela janela dos vagões. Entre essas vidas, está a de Scott e Megan, um casal desconhecido dela, mas que, por algum motivo, ela é fascinada. Talvez ela enxergue neles o que ela queria ter tido com Tom. Ela também observa e segue a vida de Tom e sua nova Mulher, Anna, também narradora da história.
Eis que Rachel um dia fica tão bêbada que não se lembra de como chegou em casa e, cheia de hematomas, tenta incansavelmente se lembrar do que aconteceu com ela naquela noite, na plataforma de trem com um desconhecido. Dona de uma autoestima baixa, ela fica imaginando se teria tido alguma coisa a mais com ele.
Mas o ponto alto do livro - e é em torno disso que gira a história - é o sumiço de Megan. O que teria acontecido a ela? É então que Rachel entra na história e vai além dos vagões do trem: começa até a mentir para se infiltrar cada vez mais no caso a fim de descobrir o que aconteceu à moça. Também se envolve com Scott, o marido de Megan, mas seria ele um homem perigoso? E se ele tivesse dado fim à própria esposa?
Deixo o mistério no ar. Posso dizer que o livro vale a leitura, mas que me senti enrolada em muitas partes e que foi uma leitura cansativa, com poucos diálogos, muitas repetições de frases, e que no final, sim, eu esperava algo a mais. Pra dizer a verdade, bem mais, pois o livro me deixou curiosa, e no fim, me decepcionou.
Vale lembrar ainda que o livro ganhará adaptação cinematográfica em breve, então, aguardemos!
Por hoje é só, pessoal! Até a próxima!














