A viagem do Tigre – Colleen Houck
18/01/2013
Perigo. Desolação. Escolhas. A eternidade é tempo demais para esperar pelo verdadeiro amor? Em sua terceira busca, a jovem Kelsey Hayes e seus tigres precisam vencer desafios incrÃveis propostos por cinco dragões mÃticos. O elemento comum é a água, e o cenário de mar aberto obriga Kelsey a enfrentar seus piores temores. Dessa vez, sua missão é encontrar o Colar de Pérolas Negras de Durga e tentar libertar seu amado Ren tanto da maldição do tigre quanto de sua repentina amnésia. No entanto o irmão dele, Kishan, tem outros planos, e os dois competem por sua afeição, além de afastarem aqueles que planejam frustrar seus objetivos. Em A viagem do Tigre, terceiro volume da série A Saga do Tigre, Kelsey, Ren e Kishan retomam a jornada em direção ao seu verdadeiro destino numa história com muito suspense, criaturas encantadas, corações partidos e ação de primeira.
Eu tinha escrito um monte de coisas antes de realmente começar a falar sobre o livro, já é a terceira vez que apago tudo e começo do zero, mas acho que agora vai…rs
"- Roupa ou pijama?
- Depende.
- Do quê?
De você ficar e ajudar.
Ele sorriu e esfregou o queixo.
- Esta é uma questão interessante. O que você quer que eu faça?"
Bom, eu tinha todos os motivos do mundo para detestar o livro, não querer mais saber da série e falar um monte de coisas negativas sobre A Viagem do Tigre. Sim, porque os motivos apareceram e mesmo assim, não consigo classificar o livro como ruim e nem dizer que não curti a leitura.
Na resenha do primeiro volume da série (A Maldição do Tigre) usei palavras que acho que se encaixam no real motivo de no fundo eu não conseguir deixar de gostar da série:
Colleen criou um mundo mÃstico/mágico lindamente cheio de cores, com um romance cheio de barreiras e dificuldades que é bem do tipo que me agrada e que mesmo com pontos negativos é impossÃvel não se apaixonar.
No segundo livro (O Resgate do Tigre) tivemos um momento de frustação (para alguns) com os acontecimentos e neste volume a frustração maior pode ser com a interminável indecisão da Kelsey. Claro que eu digo para alguns porque desde o começo da série, lá no primeiro livro a gente já tem dois lados (Ren e Kishan) e concordar ou não comigo vai depender de quem é seu preferido.
Eu só queria entender porque as mocinhas tem essa mania de ficar chata demais de repente. Quer dizer, será que foi de repente ou só nesse livro é que eu percebi? Só sei que essa coisa toda de ‘fico com esse ou fico com aquele’ e seus pensamentos me cansaram. Tá, eu sei que a Kelsey é bem indecisa desde o primeiro livro, mas ela está ainda mais e para piorar um pouco, está também muito insegura.
O ponto é que mesmo irritada com a Kelsey e quase não aguentando algumas de suas atitudes, a narrativa da Colleen tem essa coisa de fazer com que a gente não largue o livro. Parece que quanto mais eu lia, mais eu queria ler.
“Ele me agarrou, me puxou de encontro ao seu corpo e me beijou. Foi um beijo cheio de fogo e paixão. Seus lábios se fundiram quentes aos meus. Eu nem tive tempo de reagir antes que chegasse ao fim. Ele se afastou e se dobrou para a frente, apoiado no tronco de uma árvore. Estava ofegante e suas mãos tremiam.”
E a ação? UAU!!! Muitos pontos positivos nessa parte. Foi tanta coisa, de tantos modos diferentes que fizeram o livro valer muito a pena. É tanta coisa acontecendo, são tantas possibilidades pela frente que faz pensar se não seria melhor se não existisse esse triangulo Ren – Kelsey – Kishan. E antes de me chamarem de louca, não estou dizendo que um dos dois não deveria estar na trama, mas me fez pensar que esse triângulo amoroso é quase uma ‘enrolação’ dispensável para a série.
Pensa comigo, você começa a série e inevitavelmente se apaixona por um e torce para que ele seja o mocinho escolhido. Aà entra mais um na história e como não poderia deixar de ser, surge para a mocinha a dúvida ‘qual o melhor para mim?’. Acontece que para a dúvida se sustentar, o cara que era legal acaba ficando meio chato e o que era bad boy acaba se mostrando um prÃncipe. Mas olha só, no final ela só vai escolher um e meio que está claro quem será o escolhido…
Aà você pode dizer “mais Lica, você não gosta dos romances complicados e cheios de barreiras? quer maior barreira do que a dúvida de um triângulo amoroso?” E eu respondo: sim, eu adoro! Não fico incomodada com triângulos amorosos, mas toda a parte onde a adrenalina aumenta nessa série é tão boa, tão gostosa de ler que eu queria mais e mais aventuras e menos enrolação de quem será o escolhido da Kelsey. É por isso que o triângulo seria praticamente dispensável.
“Ter arrependimento é ficar desapontada com você mesma e suas escolhas. Aqueles que são sábios veem suas vidas como pedras para pular através de um grande rio. Todos perdem uma de vez em quando. Ninguém consegue cruzar o rio sem ficar molhado. Sucesso é medido pela sua chegada na outra margem, não o quanto de lama tem nos seus sapatos. Arrependimentos são sentidos por aqueles que não entendem o propósito da vida. Eles se tornam tão desiludidos que ficam parados no rio e não dão o próximo passo.”
De modo geral, foi impossÃvel não encontrar semelhanças com outros Young-Adults por ai. Principalmente porque acho que esse estilo de livro vem seguindo uma certa fórmula, fazendo com que algumas coisas sejam até previsÃveis. Mesmo assim, mesmo com tantos motivos para desistir da série e não gostar do livro, eu não consegui largá-lo até chegar ao final… E o final… Ah, o final… Me fez querer desesperadamente o livro quatro em minhas mãos o quanto antes!












