Alice não se lembra de seu passado, de quem era ou de onde veio. Fatos por ela desconhecidos sobre sua antiga família humana e sua ascendência a ligam diretamente a Lilith, a mãe dos súcubos e íncubos, senhora do inferno, esposa de Lúcifer e rainha das bruxas, tornando-a objeto de desejo de todas as criaturas da noite.
Tudo que Alice sabe é que seu corpo anseia desesperadamente por sangue e prazer. E, para saciar-se, está disposta a tudo. É assim que Carol a encontra, no centro de São Paulo, e oferece-lhe abrigo, proteção e esclarecimentos. Entretanto, há também um antigo clã de vampiros interessados na garota, que não hesitará em tentar aliciá-la, usando como artifício o belo e sedutor João Eduardo. Batharyal, um notório anjo caído, rei dos ladrões, também possui seus próprios planos para a confusa Alice e entrará nessa disputa.
Porém, uma estranha força a mantém ligada a seu criador, o excêntrico íncubo Alejandro, que conhecendo-a como ninguém, não hesitará em lançar mão de sua maior fraqueza: o amor por um humano…
"- Tudo então, no mundo de vocês, se resume a poder?
- Ora, Alice, tudo no mundo não está relacionado a poder? Conhecimento, dinheiro, influência, status, fama, sucesso, tudo isso são apenas degraus para o poder. Por poder se mata, se morre. O poder move o mundo." (pág. 105)
Filhos de Lilith – O Despertar foi o primeiro livro que o blog recebeu da parceria com a Madras Teen e é uma das primeiras publicações do novo selo da Editora Madras. O livro é de autoria nacional e tem vampiros que moram no Brasil, no centro de São Paulo... Isso foi o que me chamou a atenção e fez com que eu decidisse que esse seria o escolhido para leitura.
Elaine Velasco trás uma história vampiresca, que também conta com a presença de Íncubos, Súcubos, demônios, bruxas e anjos em uma narrativa rápida, sem muitos rodeios mas que não abre mão de descrições e que me fez imaginar muitas coisas. Como eu já li muita coisa de vampiro, não foi exatamente uma novidade – mas achei interessante algumas misturas e vários detalhes da mitologia.
Alice está sem memória... Ela não lembra o que houve com ela e tem apenas alguns flash e fragmentos de memórias. Toda a questão de como ela se tornou uma vampira é super interessante e isso me empolgou durante a leitura. Uma pena que na metade do livro parece que a história perde o fôlego e se arrasta até o final, onde temos tudo menos as respostas que eu buscava. Pessoal, eu sei que o livro não é único, que tem continuação, mas eu já falei algumas vezes por aqui... Um livro mesmo sendo de série precisa se manter sozinho, ele não pode parecer incompleto e infelizmente O Despertar me deixou com essa sensação de que faltou algo a mais.
Quando um livro ‘te perde’ tudo o que passa a acontecer faz com que você note e perceba, o que infelizmente fez com que eu, enquanto leitora, me sentisse super desconfortável em um determinado momento. Eu penso que autores devem sim entrar em assuntos polêmicos e esses assuntos normalmente são pontos decisivos para eu escolher ou não ler um livro. Agora, assuntos polêmicos devem ser tratados com cuidado e não de maneira impositiva e de modo que exista só uma verdade... Na maioria dos casos, não existe uma única verdade e é por isso que um assunto se torna polêmico.
As atitudes dos personagens no capítulo 19 é de forma brutal e intolerante, fazendo com que os acontecimentos incomodem e batam de frente com o que o leitor pensa. Eu me senti incomodada e olha que isso é muito difícil acontecer. E se não fosse por uma falta de postura nas personagens talvez eu até deixasse passar, mas o que acontece é intolerância em um momento, hipocrisia em outro... Aquela história do ‘faz o que eu digo mas não faz o que eu faço’ só funciona quando o personagem já te ganhou de tal jeito que você nem dá mais bola para seus atos, algo que não aconteceu comigo e os vampiros nesse livro.
Filhos de Lilith conta com uma mitologia interessante e que me deixou com vontade de ler a continuação para ver se encontro as respostas para alguns mistérios da trama. Alice não é uma das personagens mais cativantes, mas isso é compensado com alguns personagens secundários e outros acontecimentos da trama. A escrita da Elaine flui de um jeito rápido e de maneira única, mesmo com os pontos que me incomodaram eu não desisti do livro – o que me faz contar alguns pontos a mais para a obra. Não temos um clima que tenta humanizar os seres sobrenaturais da história e eu curti esse ponto, mas penso que para um primeiro livro faltou um pouco mais de desenvolvimento e explicações para a história. No fim, gostaria de querer ler o segundo livro para saber mais do mundo criado e não para ter as respostas que faltaram no primeiro.
E aqui estou com mais uma promoção para vocês, queridos leitores do Amores e Livros. Vamos sortear um exemplar de Filhos de Lilith entre todos que comentarem nessa resenha. Isso mesmo! Basta deixar um comentário e preencher o Rafflecopter logo abaixo e pronto, você já está concorrendo.
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Boa Sorte!!!










