Moriarty - Anthony Horowitz
04/01/2016
Sherlock Holmes está morto, e as trevas avançam
Dias após Holmes e seu arqui-inimigo Moriarty encontrarem seu fim nas cataratas de Reichenbach, Federick Chase, um detetive da Agência Pinkerton, chega à Europa vindo de Nova York. A morte do professor Moriarty deixou um vazio no poder que logo foi preenchido por um novo gênio do crime, que ascendeu para tomar o lugar do rival de Holmes. Auxiliado pelo inspetor da Scotland Yard Athelney Jones, um devoto estudioso dos métodos de investigação e de dedução de Holmes, Frederick Chase precisa trilhar um caminho através dos cantos mais escuros da capital inglesa para lançar uma luz sobre essa figura sombria, um homem temido, mas raramente visto, determinado a dominar Londres em uma onda de ameaças e assassinatos.
Chase é auxiliado pelo Inspector Athelney Jones, um detetive da Scotland Yard e estudante devoto do métodos de dedução de Holmes, a quem Conan Doyle introduziu em O signo dos quatro. Os dois homens unem forças para abrir um caminho através das ruas sinuosas de Londres vitoriana – das praças elegantes de Mayfair para os cais e becos sombrios das Docks em busca dessa figura sinistra, um homem muito temido, mas raramente visto, que é determinado a estabelecer seu nome como sucessor de Moriarty.
Antes de mais nada, preciso confessar uma coisa... Eu ainda não li nenhum livro de Sherlock Holmes. Os fãs que me perdoem, mas só conheço o Sr. Holmes das adaptações cinematográficas e séries de TV. Mesmo assim, quando fiquei sabendo do lançamento de Moriarty, fiquei mais do que curiosa e decidi arriscar a leitura.
Moriarty conta uma história que se passa logo depois do acidente de Moriarty e Holmes nas cataratas de Reichenbach. Frederich Chase é um inspetor americano que chega no Reino Unido em busca de alguns 'vilões' americanos. Seu alvo principal é Devereux - um homem que Chase acredita ser o pior de todos e mandante do assassinato-execução de seu subordinado. Aparentemente, Devereux fez contato com Moriarty antes do incidente nas cataratas.
Um corpo é retirado das cataratas em uma pequena vila suÃça é nesse momento que o caminho de Chase se cruza com Athelney Jones. Moriarty foi visto cair e Holmes está desaparecido, então os dois são dados como mortos. Apesar de poucos conhecerem Moriarty, tudo indica que é dele o corpo encontrado. Chase não está tendo muito sucesso com a polÃcia suÃça e Jones é um detetive da Scotland Yard que vem para identificar o corpo.
Jones é brilhante em perceber as coisas e encontrar pistas. Ele conhece muito bem o trabalho de Holmes e se espelha muito no que aprendeu estudando seus casos e trabalhos. Depois de encontrar um bilhete em um bolso falso na roupa do cadáver, Jones e Chase se unem para encontrar Devereux, encontrando pelo caminho muita maldade e crimes terrÃveis.
Eu demorei um pouquinho para pegar o ritmo da leitura e talvez essa seja a minha única crÃtica. Mas depois de algumas páginas, fui fisgada e foi impossÃvel largar antes de descobrir para onde tudo seria encaminhado. Vou confessar que eu não sou a maior detetive no caso de livros policiais... Sabe aquele tipo de leitor que está atento a cada detalhe e que vê as coisas chegando? Então, essa não sou eu. Mesmo assim, são tantas peças de um quebra-cabeças que parece não ter muito sentido, que acredito que mesmo quem pega os detalhes no caminho não irá desvendar tudo tão facilmente - e também será pego de surpresa quando toda a verdade aparecer.
Com uma escrita super interessante, cheia de detalhes e com personagens muito inteligentes, Horowitz escreveu um livro brilhante. O mistério está presente nas páginas, fazendo com que o leitor embarque junto na investigação de Jones e Chase. É uma história digna de Sherlock Holmes, que não tem o detetive presente, mas que funciona. Acredito que o livro vai agradar não só os leitores que gostam de um bom romance policial, mas também aos fãs do famoso detetive.
A Record fez um brilhante trabalho na diagramação do livro. Com folhas amareladas, um ótimo tamanho de fonte e uma capa simples, mas linda. Além disso, o livro tem uma orelha maior e também uma imagem na parte interna das capas, que deu um toque a mais para o livro, deixando a edição ainda mais bonita (como vocês podem conferir nas fotos acima).
Moriarty conta uma história que se passa logo depois do acidente de Moriarty e Holmes nas cataratas de Reichenbach. Frederich Chase é um inspetor americano que chega no Reino Unido em busca de alguns 'vilões' americanos. Seu alvo principal é Devereux - um homem que Chase acredita ser o pior de todos e mandante do assassinato-execução de seu subordinado. Aparentemente, Devereux fez contato com Moriarty antes do incidente nas cataratas.
Um corpo é retirado das cataratas em uma pequena vila suÃça é nesse momento que o caminho de Chase se cruza com Athelney Jones. Moriarty foi visto cair e Holmes está desaparecido, então os dois são dados como mortos. Apesar de poucos conhecerem Moriarty, tudo indica que é dele o corpo encontrado. Chase não está tendo muito sucesso com a polÃcia suÃça e Jones é um detetive da Scotland Yard que vem para identificar o corpo.
Jones é brilhante em perceber as coisas e encontrar pistas. Ele conhece muito bem o trabalho de Holmes e se espelha muito no que aprendeu estudando seus casos e trabalhos. Depois de encontrar um bilhete em um bolso falso na roupa do cadáver, Jones e Chase se unem para encontrar Devereux, encontrando pelo caminho muita maldade e crimes terrÃveis.
Eu demorei um pouquinho para pegar o ritmo da leitura e talvez essa seja a minha única crÃtica. Mas depois de algumas páginas, fui fisgada e foi impossÃvel largar antes de descobrir para onde tudo seria encaminhado. Vou confessar que eu não sou a maior detetive no caso de livros policiais... Sabe aquele tipo de leitor que está atento a cada detalhe e que vê as coisas chegando? Então, essa não sou eu. Mesmo assim, são tantas peças de um quebra-cabeças que parece não ter muito sentido, que acredito que mesmo quem pega os detalhes no caminho não irá desvendar tudo tão facilmente - e também será pego de surpresa quando toda a verdade aparecer.
Com uma escrita super interessante, cheia de detalhes e com personagens muito inteligentes, Horowitz escreveu um livro brilhante. O mistério está presente nas páginas, fazendo com que o leitor embarque junto na investigação de Jones e Chase. É uma história digna de Sherlock Holmes, que não tem o detetive presente, mas que funciona. Acredito que o livro vai agradar não só os leitores que gostam de um bom romance policial, mas também aos fãs do famoso detetive.
A Record fez um brilhante trabalho na diagramação do livro. Com folhas amareladas, um ótimo tamanho de fonte e uma capa simples, mas linda. Além disso, o livro tem uma orelha maior e também uma imagem na parte interna das capas, que deu um toque a mais para o livro, deixando a edição ainda mais bonita (como vocês podem conferir nas fotos acima).
Horowitz também escreveu A Casa de Seda - lançado por aqui em 2012 pela Zahar, o livro é uma nova aventura de Sherlock. O livro foi a primeira história de Holmes publicada por outro autor que não Doyle e que recebeu autorização e reconhecimento pela entidade que administra as obras do autor, assim como Moriarty. Não li A Casa de Seda, mas os comentários são super positivos, então ele entrou na minha lista de desejados.













