O Colecionador de Peles – Jeffery Deaver
07/11/2015
Um novo serial killer espreita pelas ruas de Nova York com sua mente doentia e perturbada.
Conhecido como O Colecionador de Peles, ele é um tatuador que arrasta as vÃtimas para o subterrâneo da cidade, onde pode realizar sua arte sem ser interrompido. O problema é que, para criar suas obras-primas, em vez de tinta, ele desenha com venenos letais, causando mortes lentas e dolorosas.
Convocados para a investigação, o detetive Lincoln Rhyme e sua parceira Amelia Sachs têm apenas as mensagens criptografadas gravadas na pele das vÃtimas como ponto de partida. Enquanto tenta descobrir o significado das tatuagens, a dupla segue por um caminho tortuoso em que nada é o que parece ser, e precisa correr contra o tempo para decifrar as pistas que encontram, antes que O Colecionador de Peles faça sua próxima vÃtima.
“O criminoso é um tatuador, aparentemente. E, pelo que os relatos indicam, um dos bons. Ele a tatuou. Mas não com tinta. Usou veneno.” (pág. 35)
Quando foi lançado O Colecionador de Ossos, me lembro de ter ficado curiosa a ponto de ir ao cinema assistir o filme. Gostei tanto que já assisti muitas outras vezes depois daquela primeira a tanto tempo atrás. Mas, acreditem ou não... Eu não fazia ideia de que ele tinha sido baseado em um livro. Sim, pra ver como eu presto atenção aos dados técnicos.
Então... Quando na bienal vi a divulgação de O Colecionador de Peles é claro que o livro entraria na minha lista. Afinal, é com o mesmo detetive que Denzel Washington brilhantemente deu vida, e, apesar de ser o 11° livro da série, esse é continuação do primeiro. Não que você tenha que ler o primeiro livro (ou qualquer um dos outros nove) já que Deaver segue a mesma linha dos livros policiais onde cada livro tem um caso individual, fazendo com que o leitor entenda perfeitamente a história mesmo sendo seu primeiro contato com o autor.
O livro já começa de maneira empolgante, com um dos assassinatos acontecendo. Billy (o assassino) pegou sua primeira vÃtima e seu crime se baseia em tatuar ela com veneno. Billy com certeza tem seus problemas, mas é inteligente, deixando quase nada para trás e não só isso... Ele sempre está um passo a frente dos detetives já que estudou o estilo de Rhyme e Sachs, além de parecer se inspirar no caso do colecionador de ossos. Mas será que tudo é exatamente o que parece? E mesmo que a gente tenha a narrativa do assassino, só conhecemos seu apelido então fica aquela pergunta no ar “será que esse é o Billy”?
" - Odeio criminosos inteligentes.
Não, não odiava, refletiu Sachs. Ele odiava os tapados. Vilões espertos eram desafiadores e muito mais divertidos." (pág. 57)
Eu só achei que algumas deduções de Rhyme são um pouco improváveis, mas não é nada que não faça sentido e que durante a leitura me deixou pensando em como ele é brilhante. Teve aquele momento de ‘será que ele não viu isso?’, para logo depois a gente perceber que ele não só viu como foi bem mais além. Me enganei algumas vezes durante a leitura e outras tantas fiquei me perguntando como é que não tinha pensando naquilo antes. Fico pensando em como seria incrÃvel se esse livro também fosse adaptado para o cinema. Até porque essa não é apenas mais uma história de serial killer – com o decorrer da história vemos que é muito mais do que isso, mas eu estou optando por uma resenha um pouco mais vaga, assim consigo evitar os spoilers.
O Colecionador de Peles foi um livro que gostei de ler lentamente, embora tenha tanta coisa acontecendo e a trama seja uma verdadeira corrida contra o tempo. A narrativa é super envolvente e cheia de detalhes, bem naquele estilo que quando você pensa que descobriu o final alguma coisa nova é descoberta e te deixa em dúvida – e isso não só uma vez. Com uma história super interessante mesclada com personagens incrÃveis, o primeiro livro que li de Deaver me fez ver o motivo de ele ser tão bem recomendado, assim como querer ler outros de seus casos.










