Contrariando sua famÃlia, Ronnie Von começou sua carreira no auge da Jovem Guarda, embora nunca tenha participado do programa apresentado por Roberto Carlos, Erasmo e Wanderléia. De modo independente e inesperado, fez grande sucesso com as canções 'A praça', de Carlos Imperial, e 'Meu bem' - uma versão em português do próprio Ronnie Von para a música 'Girl' dos Beatles. Em 1966, comandou o programa 'O Pequeno Mundo de Ronnie Von', onde lançou artistas importantes como Os Mutantes, Eduardo Araújo, Os Vips, Martinha, Jerry Adriani, Gal Costa. Suas experiências como 'pai e mãe' resultaram no livro 'Mãe de Gravata', e a ideia de apresentar um programa feminino veio do amigo e publicitário Washington Olivetto.
Olá povo leitor, como andam as leituras? Por aqui andam a mil! Bom, vou confessar à vocês que tenho uma queda ( ou seria um abismo?) por biografias, em especial, pelas musicais. Quando a Editora Planeta lançou esse livro, claro que pedi pra Lica garantir um pra mim. Primeiramente, por eu ser fã de Ronnie Von.... ok, ok... podem me chamar de quadrada, das antigas ou sei lá o quê, mas eu adoro o programa dele na TV Gazeta. O que mais me impressiona nas biografias é que nós, meros telespectadores, geralmente sabemos apenas da ponta do iceberg que é a vida dessas pessoas.
" A mesma praça.... o mesmo banco... as mesmas flores, o mesmo jardim.... tudo é igual... mas estou triste, por que não tenho você perto de mim...!!!"
Essa foi a música que fez com que Ronnie fosse conhecido em todo o mundo. E tem coisas que a gente só descobre lendo o livro. Além de ele ser um galã da época e de ter moças aos prantos por conta dele, vocês sabiam que ele começou sua carreira musical fazendo covers e gravações dos Beatles? Pois então.... ele fazia o tipo rock clássico. Uma pena que ele teve de abandonar esse estilo pra ser visto no mercado.
Ao ler o tÃtulo da obra, fiquei me perguntando o por quê de ele poder ter sido rei... e daà é que vem toda a história. Na época da Jovem Guarda, Roberto Carlos teve medo de que Ronnie roubasse o posto dele de Rei.... sim meus queridos, mas nem de longe foi isso que o nosso prÃncipe quis. Ele queria ser ele por ele mesmo, sem ficar à sombra do talento de ninguém.
E de fato, Ronnie conseguiu.
Mas nem só de alegrias foi a vida artÃstica desse querido e lindo: houve paixões, separações, muita dor e muito sofrimento, principalmente, na vida pessoal. Até um dia ele se encontrar com a atual mulher, com quem vive até hoje e com quem é feliz ao lado dos filhos de outro casamento. A vida de Ronnie foi retratada muito bem nesse volume, e ressalto que o mais importante é que a biografia não foi escrita por ele, e sim, por dois jornalistas super influentes na área.
Conhecer Ronnie mais a fundo foi um grande prazer pra mim. O livro transcorreu de forma muito leve e em certos momentos, chocante, Os registros fotográficos dento do livro sobre a vida pessoal dele, também ilustram essa linda vida que ele hoje tem orgulho em contar. Em seus programas, ele é sempre simpático, assim como sempre foi. Sem ser esnobe, ele conseguiu chegar onde queria. Eu admiro muito isso, acho que é esse tipo de pessoa a qual podemos chamar de Artista.
ImpossÃvel não chorar quando descobri que Hebe Camargo foi quem o apelidou de Pequeno PrÃncipe, fazendo alusão ao livro se St. Exupery. De fato, ele foi reconhecido como tal, tanto que as vendas do livro homônimo só decolaram quando Ronnie foi conhecido como o Pequeno PrÃncipe. A importância dessa alcunha foi tanta, que a mulher do próprio St. Exupery enviou uma estatueta em cerâmica do Pequeno PrÃncipe para Ronnie. É ou não um homem digno, gente?
A mim, só cabe recomendar a leitura para aqueles que querem conhecer um pouco mais sobre a vida desse homem que cantou e encantou a muita gente, independente da época em que se tenha vivido ou o conhecido. Indico para aquela sua tia que amava o Ronnie Von.... pra sua mãe... pra sua vó... ou pra qualquer um que se interesse!
Um abraço musical!












