Documentário: Alive Inside
03/12/2016
Música é uma coisa que mexe com a gente, não é? Mexe tanto que ficamos até sem saber explicar os motivos dessa euforia quando ouvimos nossas músicas preferidas ou apenas uma música muito boa, uma descoberta recente que te fez rir ou chorar. Isso vale para qualquer pessoa, não importa qual seu gênero musical favorito, uma coisa que não podemos negar é que música emociona e emociona todo mundo.
Afinal, o que seria daquele grande filme de ação sem uma trilha sonora que nos faz sentir angustiados e emocionados? Todo mundo muda e as músicas que escutamos mudam conosco. Então, o que seria da nossa vida sem música?
É esse tema que o documentário Alive Inside, ele tem 1 hora e 18 minutos de duração e nesse documentário vamos acompanhar um pouco da luta de Dan Cohen, fundador da organização Music and Memory (Música e Memória), ao levar música aos lares de idosos, lugares quase como hospitais onde idosos ficam internados. Muitos desses idosos têm doenças e não são acompanhados por nenhum parente ou conhecido, então eles ficam nesses lugares sem muita companhia e sem muitas distrações, sem algo que os faça escapar daquela realidade triste da qual não podem sair.
Dan sensibilizou-se com a situação em que encontrava muitos idosos com Alzheimer, por exemplo, e resolveu levar música até eles por meio de iPods, ele descobria as músicas que essas pessoas costumavam ouvir quando eram mais novas ou simplesmente gostavam de ouvir, colocava os fones e apertava o play. Isso tudo com os objetivos de inserir algo de diferente na vida desses idosos e de averiguar os efeitos da música na vida das pessoas, e os efeitos são surpreendentes, acreditem.
Parece simples, mas os objetivos são muito maiores se formos pensar que muitas pessoas internadas nesses tipos de asilo não recebem visitas, não têm meios para se divertir ou tirar um pouco a mente daquela situação, do sentimento de vazio e da solidão. Nesse documentário vamos acompanhar a vida de diversas pessoas, cada uma com problemas, personalidades, gostos diferentes e quem assiste consegue se identificar e se comover com eles, o que é uma das coisas mais interessantes, o que nos coloca a reflexão: considerando a diferença de idade entre nós, esse fator específico não consegue nos diferenciar muito no quesito medo, afinal, todos nós temos medo, sentimos medo e a incerteza de não saber o que será de nós amanhã ou se conseguiremos deixar algo de bom neste mundo.
Enfim, eu deixo aqui a recomendação de um ótimo documentário, com certeza, ele foi um dos melhores que eu já assisti. Um dos mais tocantes também.
Assista um dos trailers!
<3














