Horas Noturnas – Bianca Carvalho
25/03/2015
Horas Noturnas - Inglaterra, 1863
Uma bela e delicada mulher com inteligência aguçada para investigação...
Um charmoso caçador de assassinos tornando-se lenda por eliminá-los com requintes de crueldade...
Um assassino que deixa charadas, com sede de sangue e um gosto peculiar por Edgar Allan Poe...
Três almas unidas com diferentes propósitos.
Apenas uma chance de sobreviver...
Quando a noite cai, todas as almas possuem um gosto pela maldade...
Horas Noturnas entrou na minha lista de leituras por dois motivos... Vi uma resenha em um blog amigo e fiquei um tanto que curiosa com o que a leitura poderia render. Ao buscar mais informações, soube que o livro fÃsico já está em pré-venda pela Editora EraEclipse (clique aqui ou no banner acima) e que o processo de parceria com a editora incluÃa a leitura do mesmo.
Por que estou falando disso? Bom, porque depois que recebi um e-mail da editora informando que sua seleção seria através da resenha desse livro, isso me desanimou um pouco. Não pelo livro em si, mas é que foi inevitável para quem segue tantos grupos não achar que a resenha do livro da Bianca acabou ficando um pouco viral... Tantos blogs resenhando o mesmo livro me fez pensar se eu realmente iria conseguir levar a leitura até o fim. Mesmo assim, arrisquei... e o que eu posso dizer???
"- Por favor, me perdoe. Eu não quis dizer...
- Quis sim. Palavras não são como um acidente inevitável. Podemos pensar antes de dizê-las. Até porque elas são irreversÃveis. Não há como arrancá-las, principalmente quando partem um coração..."
A Bianca Carvalho merece muito mais do que um monte de blogueiros fazendo resenha de seu livro só para conseguir uma parceria. Não, eu não quero julgar ninguém – ei, eu estou aqui fazendo a resenha e irei mandar para a editora – mas tenho a impressão de que muitas das resenhas que o livro recebeu não teriam aparecido se não fosse essa possÃvel parceria, conseguem me entender?
Mas vamos aos fatos... Horas Noturnas se passa na Inglaterra de 1863 e eu não me senti realmente no local, mas ao mesmo tempo isso não foi um problema. É que a nossa mocinha principal é uma garota muito a frente de seu tempo e tem um pai super compreensivo e que a aceita, então não aparece muito no texto aquela dificuldade toda que uma mulher investigadora teria em 1863 – visto que a sociedade da época era para lá de tradicional e conservadora. Durante a leitura eu só lembrava mesmo que era para estar em 1863 por causa de uma ou outra referência – seja a um baile ou a uma peça de roupa que já saiu de moda faz tempo. E para mim isso não foi um problema – na verdade até acho que foi um grande ponto positivo, já que a maioria dos livros muito históricos e muito marcados na época não conseguem me pegar.
“Com um meneio de cabeça, Joseph Lestrange afastou-se da cena do crime, deixando o grupo de policiais incompetentes tendo de lidar com o cadáver e todo seu despreparo. Era uma pena que eles ainda não tivessem compreendido todas as coisas que ele sabia: que, uma vez que havia um bilhete, aquele poderia não ser um caso isolado. Aquele assassino queria contar mais histórias; ele não pararia por ali.”
O suspense de quem é o assassino e o toque investigativo “a lá Sherlock Holmes” conseguiram me empolgar e me conquistar, fazendo com que a leitura fluÃsse muito mais rápido e eu nem percebesse o tempo passar. Gente, eu li no Wattpad e eu não tenho conseguido ler muito e-book por causa dos meus queridos olhos, mas a história estava tão boa, tão envolvente e eu queria tanto saber o que viria a seguir que não consegui largar meu celular até finalizar o livro... E valeu muito a pena.
Outro ponto que eu adorei na escrita da Bianca é que mesmo eu matando bem cedo quem era o Caçador, o suspense de “quando tudo será confirmado e revelado” foi bom o bastante para que não estragasse a leitura. Melhor ainda por eu errar quem era o assassino – confesso que meu suspeito foi um e até pouco antes da revelação ainda poderia ser ele e fiquei feliz em ter errado nesse ponto, afinal acertar tudo de cara deixa um livro chato, coisa que Horas Noturnas não é.
Minha única crÃtica é com o final... O final mesmo, depois de todo o mistério descoberto e as situações resolvidas. Achei ele um pouco curto demais, e o epÃlogo também poderia ter sido um pouquinho mais longo... Gostaria de saber um pouco mais do depois, sabe? Ao mesmo tempo, o livro tem um final e tem também um toque de que pode surgir uma continuação... Vai da autora decidir se continua a contar a história de Maryanne ou não. Para mim, fica a certeza de que se vier outro livro eu vou ler, assim como pretendo ler as demais obras da autora. É muito bacana ver a literatura nacional sendo bem representada.