Teardrop: Lágrima – Lauren Kate
13/01/2014
“Nunca, jamais volte a chorar”, ordenara a mãe de Eureka anos antes. Mas agora que a mãe não estava mais por perto para afastar a tristeza, fica cada vez mais difÃcil segurar as lágrimas. Depois do acidente — uma onda que jogou o carro com Eureka e a mãe no mar —, a menina se culpa por ter sobrevivido. E perde a vontade de viver.
Incompreendida pelo pai e pela madrasta, jogada entre terapeutas e psiquiatras, ela conhece Ander. E, do nada, o menino parece estar em todos os lugares que ela frequenta. Louro, alto e de pele muito branca, parece saber coisas que não deveria sobre Eureka... e revela que ela corre grande perigo, e que em breve não vai mesmo conseguir segurar o choro.
Mas Ander não conhece seu mais sombrio segredo. Desde o afogamento da mãe, Eureka decidiu não mais viver. São poucas as coisas com as quais se importa: seu amigo mais antigo, Brooks, e os estranhos artefatos que herdou da mãe — um medalhão, uma carta, uma pedra misteriosa e um livro antigo que ninguém entende.
O livro conta a história de uma menina que teve o coração partido e chorou tanto que deixou debaixo d’água um continente inteiro. Logo, Eureka vai descobrir que a antiga lenda é mais que uma história, que Ander pode estar dizendo a verdade e que sua vida pode ter um curso mais sombrio do que ela imaginou.
Eu fiquei encantada com a capa e a sinopse me chamou a atenção, então resolvi que daria uma chance para Teardrop. Foi o primeiro livro da Lauren Kate que li e tentei não levar em consideração as coisas que ouvi sobre a escrita dela ou as crÃticas negativas a Fallen – que embora tenha resenha da série aqui no blog, eu tenho todos os livros, ainda não li...
Não sei dizer ao certo o que aconteceu comigo durante a leitura. Já faz tempo que eu resolvi que não leria livros que não me encantassem e já desisti de vários por esse motivo. E embora eu não consiga dizer que amei este livro, eu fui até o final e no fundo não entendo porque. Muito vago? Vou tentar me explicar...
Eureka... Lauren poderia ter escolhido um nome melhor. Pior que o nome dela só o apelido “Reka”... Mas ok, nomes são nomes e eu acabei me acostumando com isso. Eu não me identifiquei com ela e foi uma pena ver a falta de crescimento dela durante todo o livro.
“Os olhos dele são como o mar, ela queria dizer. Os lábios são da cor dos corais. A pele tem o tipo de poder que faz um ponteiro de bússola parar.” (pág. 102)
Ander... Misterioso e intrigante. Isso porque boa parte do livro eu fiquei tentando descobrir o que ele realmente era (mesmo que nas primeiras páginas tenha sido dito que ele era um Semeador). Para mim ficou tudo um tanto que confuso e embora essa parte faça algum sentido já que é exatamente assim que Eureka fica em relação a ele, eu senti uma necessidade de mais, de ao menos algumas respostas.
“Ela se virou, ainda querendo alimentar o crocodilo com Ander. Mas, vendo-o agora, sua mente discordava do corpo. Ela não podia negar. Queria correr dele – e para ele. Queria jogá-lo no chão – e cair sobre ele. Queria chamar a polÃcia – e que Ander soubesse mais sobre ela. Queria nunca mais vê-lo. Se nunca mais o visse, ele não podia lhe fazer mal e seu desejo desapareceria.” (pág. 177)
Alguns personagens poderiam ter sido construÃdos de forma melhor... Rhoda, que não dá para definir se é ruim ou se é só fora da realidade. O pai de Eureka, que parece não ter personalidade própria. Blavatsky e sua habilidade de falar com pássaros e que some muito cedo. E isso que não vou falar de Cat e Brooks.
Não curti o romance entre Ander e Eureka. Tipo, ele tem toda uma queda inexplicável por ela. Até ai tudo bem, a maioria dos mocinhos morre de amores pela mocinha sem nenhuma explicação, mas ele não faz praticamente nada para que ela retribua esse amor. Pior, ela passa o livro inteiro dizendo que só se importava com Diana e de repente, de uma página para a outra ele é tudo o que importa?
“A última coisa que esperamos que os outros façam é a última coisa que fazem antes de descobrirmos que já não podemos confiar neles.” (pág. 221)
Mas, apesar de todos os detalhes que levantei acima, no final das contas o maior defeito foi ver que a mitologia criada para a base da trama não foi nem de perto a parte mais importante da história. A perdida ilha de Atlântida, o mistério do livro que conta essa história, o destino de Eureka e a parte dela nisso tudo foi ofuscado por drama demais, angustia demais e divagações desnecessárias e repetitivas.
O livro tinha tudo para dar certo porém não aconteceu para mim. E por que eu fui até o final? Realmente não sei explicar. Fica o convite para você ler e discordar das minhas opiniões e talvez me mostrar o que eu deixei passar durante a leitura.












