Matando Borboletas – M. Anjelais

21/07/2015

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Quem me conhece sabe do meu encanto por borboletas e vou confessar que esse foi o real motivo de Matando Borboletas ter entrado na minha lista de desejados. Não que eu esperava que a história do livro fosse sobre borboletas e tal, mas a capa do livro é tão interessante e linda – e olha que eu nem tinha reparado nos rostos na primeira vez que eu vi – que foi impossível ficar indiferente ao livro ou deixá-lo de lado. Pena que nem tudo foram flores durante a leitura...

Matando Borboletas é bem perturbador e entra naquela classificação de que ou você vai amar ou vai odiar. Eu ainda não decidi e isso me deixa sem saber ao certo o que contar ou não do enredo para me explicar sem spoilers. Então, vou dividir com vocês apenas meus comentários e algumas perguntas que surgiram durante a leitura e no final da postagem deixo a sinopse.

“Se eu pudesse voltar no tempo e abraçar a garotinha que eu era, faria isso, porque hoje sei que eu realmente precisava que alguém ficasse no quarto comigo. Mas, na época, eu estava com medo. E precisar de um abraço pode dar medo ás vezes.” (pág. 32)

O livro é narrado por Sphinx, então temos apenas o ponto de vista dela. E vou confessar... Foi difícil torcer por ela, ainda mais quando tudo o que ela fazia me parecia errado. Mas esse nem é o que mais me incomodou na história. Sphinx é adolescente e ser inconsequente é de certo modo uma coisa esperada, até mesmo uma característica. Agora pais inconsequentes e que insistem nas mesmas atitudes, mesmo que isso já tenha colocado em risco a vida de seu filho uma vez me pareceu mais do que apenas um erro na criação. E olha que em são só os pais da Sphinx... A mãe de Cadence também tem umas atitudes que ultrapassam o limite do aceitável. Quer dizer, nenhum pai é perfeito e todo ser humano é passível de erros, mas existem erros e erros – e deixar um adolescente decidir certas coisas é mais do que um simples erro para mim.

“As pessoas esperam e esperam até terem idade suficiente para tomar decisões por si próprias e, então, coisas como essa sã lançadas sobre elas. (...) Eu não tinha certeza de estar pronta. Minha mente ainda estava muito cheia.” (pág. 47)

A leitura me fez levantar muitas questões e durante vários momentos eu não consegui me conectar com a história ou com os personagens. Só por que você está morrendo você tem o direito de ser cruel com qualquer pessoa e fazer só o que quer? Tudo bem gostar de alguém que te maltratada (física e psicologicamente) pois se você fizer tudo certo ele irá sorrir e isso te fará se sentir especial? Está certo você aceitar tudo o que uma pessoa te faz de mal se essa pessoa vai morrer em pouco tempo? Está certo uma mãe aceitar tudo o que um filho faz, inclusive largar médicos e tal, pois ele (o filho) acha desnecessário e ela (a mãe) quer agradar ele a todo custo? Promessas e pactos feitos na infância tem mais valor do que qualquer outra coisa e isso já na sua vida adulta? O ‘bullying’ não tem problema se ele estiver devidamente justificado?

Lembra que no início eu disse que não sabia se amei ou odiei? De certo modo foi um pouco dos dois... Amo quando um livro me faz pensar, quando me faz refletir e me perguntar várias coisas e Matando Borboletas fez isso. Mas penso que alguns pontos poderiam ter sido melhor abordados e isso me fez odiar o livro na mesma proporção que eu amei. A narrativa é gostosa de ler e o enredo é interessante, mesmo perturbador em alguns momentos, o livro merece uma chance. Então para finalizar fica a dica para que você leia e venha me contar se concorda comigo ou não...licavargas

       

          

     

Sinopse: O primeiro amor, a inocência perdida, e a beleza que pode ser encontrada até nas circunstâncias mais perversas. Sphinx e Cadence — prometidos um ao outro na infância e envolvidos na adolescência. Sphinx é meiga, compassiva, comum. Cadence é brilhante, carismático — e doente. Na infância, ele deixou uma cicatriz nela com uma faca. Agora, conforme a doença de Cadence progride, ele se torna cada vez mais difícil. Ninguém sabe ainda, mas Cadence é incapaz de ter sentimentos. Sphinx quer continuar leal a ele, mas teme por sua vida. O relacionamento entre os dois vai passar por muitas reviravoltas, até chegar ao aterrorizante clímax que pode envolver o sacrifício supremo.

Romântica incurável com um toque de Drama Queen. Sonhadora, teimosa e viciada em livros, afinal, se você não pode cair no mundo, viva através dos personagens! Criadora do blog Amores e Livros, ainda acredita que um dia será paga para ler! Facebook / Twitter / Instagram

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12 comentários

  1. Bem Lica!
    Realmente fica difícil de avaliar sem ler o livro.
    A sinopse diz que Cadence não tem sentimentos e você disse que é totalmente manipulável pela mãe...
    Deve ser um livro daqueles que só ao lermos saberemos se vamos amar ou odiar...
    “O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.”(Carlos Drummond de Andrade)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
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  2. Bom não conhecia este livro, mas inicialmente a capa me chamou a atenção, e a sinopse também é muito ruim quando nossa opinião fica em meio termo referente ao livro, mas eu pretendo ler pois fiquei curiosa em relação a história, pretendo ler em breve.

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  3. De fato, a sinopse e sua resenha deixa claro que o livro é 8 ou 80, e apesar da capa bonita eu admito que ele não me interessou muito, apesar de ter ficado um tanto curiosa para saber minha própria reação com a leitura. Acho que darei uma chance mais para a frente, por enquanto estou com outros livros como prioridade.
    Abraços

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  4. Os personagens parecem ser complexos e a história algo para se refletir. Pela resenha, acho que eu vou gostar desse livro, pois parece o tipo de livro que me deixaria acordada durante a noite pensando se o que aconteceu é certo ou errado. (:
    Definitivamente vou dar uma chance.
    Obrigada pela resenha! Beijo. :*

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  5. Pela resenha, acho que o livro me faria passar bastante raiva por conta das atitudes dos personagens, então por mais que a capa seja mesmo muito bonita e eu também goste de borboletas, acho que esse eu vou passar.
    Beijos.

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  6. A capa me interessou muito, os personagens parecem complexos, acho que vou dar uma chance á esse livro

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  7. A capa me interessou muito, os personagens parecem complexos, acho que vou dar uma chance á esse livro

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  8. Se você nao tivesse dito, eu nao teria reparado nos rostos na capa tambem, lindissimo. Juro que achei que tivesse algo haver com borboletas.
    Eu particularmente, gosto de livros pertubadores, acho que sou meio doida tbem, mas gosto dessas reflexoes que podemos fazer ao terminar a leitura.

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  9. Tbm sou apaixonada por borboletas e amei a capa... pegaria o livro sem nem pensar duas vezes caso não tivesse lido a sua resenha. Toda ela é perturbadora e ainda estou tentando digerir um trecho da sinopse "Na infância, ele deixou uma cicatriz nela com uma faca." Oi? Como assim?

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  10. atualmente to procurando livros assim que me façam refletir, adorei conhecer o livro, gostei da capa e espero gostar da leitura também

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  11. Oi Lica.
    Pelo que entendi, é uma história que envolve adolescentes apaixonados, mimados e sem respeito ao próximo; se for assim, acredito que talvez eu possa torcer o nariz, mas posso amar ou odiar como você. Conforme ia lendo, comecei a pensar em como muitas pessoas vivem ao nosso redor, inclusive da maneira como eles vivem, pelo menos para mim, conheço muitas pessoas mimadas que se pudesse excluir da minha vida faria, por serem pessoas "amargas", mas como sou um ser humano, e tenho erros, as aturo somente quando é necessário para convivência.

    Bjsss

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  12. Oie
    Eu gostei da sinopse e acho que nunca li algo parecido e essas suas perguntas são pra dar uma refletida mesmo.Achei a atitude desses pais bem errada e fiquei curiosa pra ver o que acontece no desenrolar da história e se eu vou amar ou odiar ou ficar na dúvida de qual sentimento prevalece assim como você.
    Beijos

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