Simplesmente o Paraíso: Quarteto Smythe-Smith #1 - Julia Quinn

16/08/2017

Honoria Smythe-Smith é parte do famoso quarteto musical Smythe-Smith, embora não se engane e saiba que o dito quarteto carece sequer do menor sentido musical e tem esperanças postas que esta seja a última vez que se submeta a semelhante humilhação. Esta será sua temporada e com um pouco de sorte conseguirá um marido.
Durante um jantar, põe seus olhos em Gregory Bridgerton, um dos mais jovens da família Bridgerton. Sabe que não está apaixonada, mas ele parece uma opção mais que válida.
Marcus Holroyd é o melhor amigo do irmão de Honoria, Daniel, que vive exilado na Italia. Ele prometeu olhar por ela e leva suas responsabilidades muito seriamente. Odeia Londres e durante toda a temporada, permaneceu vigilante e intermediou quando acreditava que o pretendente não era o adequado.
Honoria e Marcus compartilham uma amizade, pouco atípica, fruto dos anos que se conhecem e que o torna parte da família.
Entretanto, um desafortunado acidente faz que ambos repensem sua relação e encontrem a maneira de confrontar o que surge entre eles, se tiverem coragem suficiente.

"Era estranho que fosse Marcus a fazê-la sentir-se daquela forma.
E, por vários motivos, também não era nada estranho."
(pág. 25)

Depois de muito enrolar, eu finalmente me rendi aos encantos daquela que é considerada uma das divas dos romances de época. Sim, Simplesmente o Paraíso é o primeiro livro que leio da Julia Quinn e preciso dizer que me faltam as palavras para dizer o quanto fiquei encantada. Para mim, foi tudo tão doce, tão fofo, tão perfeito que terminei o livro mais do que apaixonada pela história e querendo devorar todos os outros títulos da autora.

Simplesmente o Paraíso conta a história de Honoria, uma das integrantes do quarteto Smythe-Smith. Quem conhece os Bridgertons sabe que esse quarteto é conhecido pela sua qualidade peculiar: todas as formações são com musicistas muito ruins. E sim, Honoria sabe que é ruim - meio que todas elas sabem que são, mas é como uma tradição entre as solteiras da família e algo que é preciso ser feito. O incrível é ver o quanto Honoria ama sua família, o quanto ela ama a união e o amor que eles tem entre eles e isso é o que faz com que ela queira fazer sua parte. Ver o lado dela do motivo que participa com sorrisos de algo tão ruim me fez querer estar em uma das apresentações como forma de apoio.

Honoria conhece Marcus desde pequena já que ele é o melhor amigo de seu irmão Daniel. Marcus nunca teve uma relação familiar e acabava passando seu tempo livre com a família de Honoria. Isso leva os dois a terem uma amizade um tanto diferente. Além disso, Daniel está exilado na Itália e antes de partir, pediu que Marcus cuidasse de sua irmã, sem que ela soubesse disso, é claro. Isso fez com que Marcus, mesmo odiando Londres e a temporada, ficasse por perto para afastar os pretendentes que ele não achava adequado para Honória.

Acontece que em uma tentativa de chamar a atenção de um possível pretendente, Honoria e Marcus acabam em um acidente - que embora tenha sido aparentemente simples se torna mais grave e isso faz com que os dois se aproximem e tenham que encarar os sentimentos que se mostram diferentes de uma simples amizade. Mas nem tudo é tão simples, e será que eles terão coragem de dizer o que realmente pensam um do outro? E claro, não vamos esquecer dos ensaios e a apresentação do concerto - que trás ótimos momentos para a leitura.
"Não que ele fosse muito bonito, porque não era... não exatamente. Os cabelos tinham uma bela cor escura, os olhos também, mas havia algo em seu rosto que Honoria achava bruto. A testa quadrada, reta demais, os olhos um tanto fundos.
Ainda assim, havia algo nele que prendia a atenção. Uma altivez, um toque blasé, como se Marcus não tivesse tempo para bobagens." (pág. 21)
A edição da Arqueiro conta com uma das capas mais lindas quando o assunto é romance de época. Eu adoro as capas dos romances de época da editora, mas essa me deixou completamente apaixonada - assim como as dos próximos volumes que compõem o quarteto. A diagramação interna é simples, no padrão da editora que conta com folhas amarelas e tamanho de fonte bem agradável. Não lembro de ter encontrado erros durante a leitura.

É sempre um tanto difícil falar de um livro que se gostou muito, mais ainda quando ele te deixou tão encantada a ponto de achar a história super perfeita. Mesmo os momentos de debates internos dos personagens - e olha que não foram poucos - e a certa lentidão para o romance finalmente mostrar ao que veio e que pode incomodar ou irritar alguns leitores mais ávidos, para mim, tudo aconteceu no momento certo.

Julia Quinn escreveu um romance leve, encantador e divertido de ler. É uma história tão doce e tão fofa que ao terminar o livro foi impossível não suspirar e ficar com um sorriso bobo no rosto. Coisa que voltou durante toda a escrita dessa resenha. Amei Simplesmente o Paraíso e mal posso esperar para ler os outros livros do quarteto - e todos os outros da autora. Não é a toa que ela tem inúmeros fãs e é considerada uma diva!

Romântica incurável com um toque de Drama Queen. Sonhadora, teimosa e viciada em livros, afinal, se você não pode cair no mundo, viva através dos personagens! Criadora do blog Amores e Livros, ainda acredita que um dia será paga para ler! Facebook / Twitter / Instagram

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