True – Erin McCarthy
18/02/2015
Divididos entre o bom senso e o desejo, os dois se veem envolvidos em uma relação apaixonada. Mas, quando a famÃlia desajustada de Tyler ameaça destruir seu futuro — assim como o dela —, Rory precisa decidir se vai cortar os laços com o perigoso mundo do namorado ou se vai seguir seu coração, não importa o preço a pagar.
Quando vi a divulgação de True foi aquela coisa de que só a capa bastou para colocar o livro na minha lista de desejados. Aà li a sinopse e pensei... Hummm eu estou bem na onda de New Adults, então é claro que quero e preciso ler esse. Então, recebi ele da nossa parceria com o Grupo Editorial Record e devorei ele. Não consegui largar antes de chegar ao fim... E nossa!!!
True me conquistou por trazer uma mocinha que não tem dúvidas quanto a ser bonita ou não. Ela tem consciência do que é, sua dúvida é por ter zero de relacionamento social. Rory é nerd (e não tem vergonha disso) e não é uma daquelas garotas que sabe conversar casualmente com um garoto quando estão no mesmo lugar – e não por ser só tÃmida e tal. Ela é bem sem jeito com essas coisas já que perdeu a mãe cedo e como seu pai também não é muito da vida social, isso acabou ficando em segundo plano em sua vida. Assim, Rory é uma personagem mais lógica e até mais sincera e foi difÃcil ficar indiferente a ela ou ao seu jeito.
"Ele era o que as pessoas sempre me acusavam de ser: ali, mas ausente. Tranquilo, mas distante. Sorridente, mas intenso."
(pág. 22)
Tyler é muito mais do que um bad boy. Não que ele não seja um, mas ele me lembrou um pouco o Lucas (de Easy), principalmente pelo jeito que somos apresentados a ele. Não que a Rory estava em uma situação como a Jac, mas ela disse não e o cara tenta continuar, enfim... E Tyler tem um senso de certo e errado muito bem definido, assim como o Lucas. Mas eu não quero fazer comparações, pois elas terminar por ai. E mais, Tyler é muito mais que apenas um bad boy tatuado, ele é um cara que está se esforçando para melhorar sua vida e a dos irmãos mais novos já que não dá para contar em nada com sua mãe.
"- O que você está fazendo?
- Estou planejando te beijar. Se você não se importar.
- Eu ainda não decidi - respondi com sinceridade (...)
- Rory, você me mata de verdade. Não conheço nenhuma outra garota que teria respondido desse jeito.
Nem me fale.
- Desculpa. Mas é verdade.
- Não quero que você se desculpe. Eu gosto disso em você."
(Pág. 70)
Por isso, quando Rory descobre que ele aceitou sair com ela (para tirar sua virgindade) por causa de uma proposta de suas amigas de quarto, ela acha que algo não está certo, que ele não é exatamente esse tipo de cara e, por não conseguir realmente se afastar dele, resolve dar um pouco mais de corda e descobrir quem é o verdadeiro Tyler. E eu digo queridos leitores, o verdadeiro Tyler é um ótimo personagem. Com um coração de ouro que se preocupa em defender todos os que ama, Tyler me ganhou mesmo nos momentos em que faz coisas erradas achando que é o mais certo.
"Eu queria que ele percebesse que eu o entendia, que eu o achava incrÃvel pelo modo como ele lidava com a própria vida. Que o fato de ele ainda encontrar motivos para sorrir e brincar era a prova de sua verdadeira natureza, que seu desejo de cuidar dos irmãos falava muito sobre seu caráter."
(pág. 107-108)
Outro ponto super positivo é que não tem aquela coisa de amor verdadeiro só de olhar. Existe atração entre os dois, mas o relacionamento deles não gira só em torno disso. Existe aquela coisa de os dois quererem conhecer melhor quem está ao seu lado, os dois verem além do que as primeiras impressões. E os dois acabam tendo um relacionamento que acontece através de uma conexão real entre eles.
"- Sabe por que a gente se dá bem, Rory?
- Por quê? - Isso podia ser muito, muito interessante. Ou podia não ser nada. Eu esperei, tensa, querendo ouvir suas ideias.
- Porque nós dois vemos além do que as outras pessoas veem na gente. Nós dois sabemos que, à s vezes, as melhores coisas estão debaixo da superfÃcie. Quando eu olho para você, vejo uma mulher fantasticamente inteligente, divertida, generosa e linda. Sabia disso?
- Não - sussurrei, emocionada.
- É verdade.
(Pág. 158)
A série “True Believers” conta com quatro livros e cada um dos próximos três trará a história de uma das amigas de Rory e fiquei super feliz e empolgada para ler o segundo que será com a Jessica e pela sinopse confirma minhas suspeitas – quero ele logo, por favor Verus!!!! Ah, e antes que eu esqueça, quero agradecer a Editora Record pelo envio do livro, que conta com uma bela diagramação e que não me lembro de ter encontrado erros de revisão. Além claro de agradecer por me deixar surtando com o marcador lindo que veio dentro dele (tipo, uma raridade que nem sabia que existia). Obrigada!

E já que eu falei da série, gostei da interação dos protagonistas com os personagens secundários. Não temos uma história toda centrada no casal onde os amigos estão ali só em parte em algumas cenas. Existe um vÃnculo entre todos e isso faz com que a gente queira saber mais das amigas da Rory e isso cria uma ótima ponte para o próximo livro. É aquela coisa que embora os dois protagonistas não sejam os principais do próximo livro, vai fazer muito mais sentido ler em ordem já que as vidas dos personagens se entrelaçam e que você conhece vários pontos deles já nesse primeiro livro.
"(...) Eu queria morrer. Eu entregaria meu corpo à ciência, e eles poderiam estudar os efeitos da cerveja barata em alunos socialmente desajustados do segundo ano.
- Quer alguma coisa? - Jessica perguntou.
- Uma arma pra me dar um tiro."
(pág. 25)
Tudo bem que eu não sou a mais indicada para recomendar New Adults (eu amo o gênero, mesmo com todos os seus momentos clichês e seus cenários parecidos, coisas que fazem alguns leitores não curtirem o estilo ou já terem se cansado do mesmo). Acontece que Erin McCarthy me fez rir, me emocionar, torcer por um casal que se completa de forma apaixonante. Me fez ficar revoltada em como a vida muitas vezes nos colocam diante de escolhas complicadas e injustas, em como à s vezes temos que assumir o risco de nossas escolhas – e como faremos isso, e também que em alguns momentos temos apenas que seguir adiante. Com personagens verdadeiros e com problemas reais, a leitura é envolvente e viciante. Eu só consegui largar o livro quando cheguei na última página.
Por falar em última página – e só para constar que o livro não é somente elogios – eu senti falta de um epÃlogo no final. Quer dizer, algumas coisas se resolvem mas fica meio que no ar um “e agora?”. A princÃpio não tem um segundo livro com Rory e Tyler, então eu espero que eles apareçam no próximo e que essa minha dúvida esteja respondida lá. Mesmo assim, não posso dizer que não gostei do final. Eu gostei de como tudo se resolveu – mesmo tendo aqueles momentos um pouco fáceis e rápidos demais, e gostei mais ainda do significado do tÃtulo. True não foi apenas mais uma leitura e sim mais um NA que entra para a minha lista de queridinhos e de super recomendado para os fãs do gênero.















