Lentes Mágicas #40: It's real in Rio...

23/02/2012

Olá Saelnautas!

No meio de tanta correria preparando 3 comemorações de aniversário pra minha filha, consegui um tempo para atualizar o L.M. Nesta quinta feira pós carnaval, pós viagens e em homenagem a aniversariante de hoje, vou falar sobre um filme de animação.

Título original: (Rio)

Lançamento: 2011 (EUA)

Direção: Carlos Saldanha

Atores: Jesse Eisenberg, Anne Hathaway, Rodrigo Santoro, Jamie Foxx.

Duração: 96 min

Gênero: Animação

Sinopse: " Blu (Jesse Eisenberg) é uma arara azul que nasceu no Rio de Janeiro mas, capturada na floresta, foi parar na fria Minnesota, nos Estados Unidos. Lá é criada por Linda (Leslie Mann), com quem tem um forte laço afetivo. Um dia, Túlio (Rodrigo Santoro) entra na vida de ambos. Ornitólogo, ele diz que Blu é o último macho da espécie e deseja que ele acasale com a única fêmea viva, que está no Rio de Janeiro. Linda e Blu partem para a cidade maravilhosa, onde conhecem Jade (Anne Hathaway). Só que ela é um espírito livre e detesta ficar engaiolada, batendo de frente com Blu logo que o conhece. Quando o casal é capturado por uma quadrilha de venda de aves raras, eles ficam presos por uma corrente na pata. É quando precisam unir forças para escapar do cativeiro."

Um dia destes resolvi assistir o filme. Relutei bastante, mas a minha filha queria tanto vê-lo que chegou a hora de ceder. Na primeira vez que o vi, fiquei um pouco apreensiva. 

O filme é lindo mas nos primeiros cinco minutos se vê muito do que os 'gringos' imaginam do Brasil: Carnaval, violência, corrupção de menores e pobreza. Sei que temos muitos problemas no pais mas nunca esperei ver isso tão explicito em um filme infantil. Bom, depois da segunda vez (sim, já vi várias vezes, afinal, crianças gostam de repetição...) comecei a analisar a beleza dele. Principalmente depois que eu vi ele no original. É uma mistura muito gostosa de ouvir entre inglês e português...



O design gráfico é perfeito. Pra quem já foi ao Rio sabe do que eu falo. As cores são de encher os olhos. A trilha sonora é estonteante, podemos ouvir vozes como Jesse, Will.i.am e Carlinhos Brown. Uma batida maravilhosa e letras magníficas.

Encanta a todos, em qualquer idade e seu único 'defeito' é o esteriótipo de algumas coisas. As crianças adoram, afinal, temos muitas aves, músicas e cores.

De uma maneira simples vemos o poder da mudança, da atitude, os vínculos de amizade sem restrições e amor com noções de respeito ao próximo, tão esquecido nos dias de hoje pelas nossas crianças. Ah, sem contar que o Rio de Janeiro continua lindo...

Espero que tenham gostado da dica de hoje.

Até a próxima!

Que tal conferir também...

3 comentários

  1. Ai eu acho esse filme mágico! O colorido, a música... Infelizmente o Brasil é conhecido lá fora por esses esteriótipos que você citou... Então é difícil para nós brasileiros aceitar isso... Mas no fundo e infelizmente isso é uma verdade... E nem o carnaval, uma festa popular e que era pra ser de cultura e alegria tem sido poupada! Visto a violência que presenciamos no carnaval deste ano, durante a apuração em SP. Mas o filme, o colorido, a música, os animais... Tudo muito lindooo! Eu e Stefan adoramos esse filme!

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  2. Eu quase nunca me pronuncio nos filmes por aqui porque quase sempre nossas opiniões não são tão diferentes e das coisas que eu não concordo nem são tão grandes assim, mas neste post vou ter que falar.... E não vou falar porque concordo ou discordo da sua opinião, vou falar porque muitas coisas a respeito de "Rio" me chamam a atenção e são coisas que vão além do filme, como as várias opiniões que encontramos por ai sobre ele.

    No post vc comenta "se vê muito do que os 'gringos' imaginam do Brasil" e eu vou um pouco mais além. O brasileiro pensa muito disso também. Eu mesmo, antes de me mudar para o Rio ouvi muita gente me dizendo que não posso andar com a bolsa muito solta, que tenho que tomar cuidado quando for abrir a carteira e que eu sou louca por estar indo morar em uma cidade tão violenta. E não, não ouvi isso de nenhum gringo.

    O problema do filme pode ser a sua grande utilização de esteriótipos, mas eu acho que não é esse o problema. Basta lembrar de programas como Os Trapalhões, Casseta & Planeta e muitos outros de comédia que sempre usaram (e usarão) visões super esteriotipadas do brasileiro e nem por isso os brasileiros ficaram ofendidos. Agora quando é alguém de fora, aí as coisas mudam. Reclamam aos quatro cantos que a mulher é vulgarizada no Carnaval, mas assistem toda semana ao "Pânico" e acham a Sabrina Satto o máximo... "Todo mundo" reclama que o Brasil é mau visto lá fora, todo mundo fica revoltado quando esteriótipos invadem as telas, mas quando perguntamos um lugar que gostariam de conhecer 99% responde algo fora do Brasil. Nova York, Paris, Londres... Raro escutar Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte... Quando se compra vinho, poucos são os que escolhem os nacionais, compram os chilenos-argentinos-italianos e aqui eu estou falando por escolha mesmo e não por preço.

    O Brasil só será "bem visto" lá fora quando o povo brasileiro começar a enxergá-lo "bem visto" também. O que torna os povos fortes é a valorização da sua cultura. Na França você não pede um vinho italiano, você não tenta construir uma casa com arquitetura americana em Vienna sem ser mal visto. Pergunte para um italiano o melhor lugar e ele dirá Milão, o francês dirá Paris, o inglês dirá Londres, o espanhol dirá Madri enquanto isso o brasileiro escolherá uma delas ao invés de qualquer outra cidade do nosso território. Somos condicionados desde sempre a olhar para fora e a repetir que tudo aqui não presta. E nesse ponto nos tornamos hipócritas porque fazemos muito esse discurso e não gostamos de ouvir o mesmo discurso sendo feito pelos 'gringos'. Quando um brasileiro fala mal do Brasil, tudo bem porque "é assim mesmo" agora quando é em um filme de Hollywood ficamos super irritados e indignados em como o Brasil é visto.

    Ah e antes que alguém pense que eu estou aqui para criar confusão ou que não entendi os pontos que a Gi levantou no post eu digo que não é nada disso. Eu li tanta coisa a respeito de Rio, li muita coisa falando bem do filme e muita coisa falando mal. Chegou quase ao ponto de não ter mais graça assistir ao filme. Se não fosse a perfeição e riqueza dos detalhes gráficos talvez não tivesse assistido até o final. Nesse ponto, Carlos Saldanha já provou que é muito bom. Ah, e vale lembrar que "Real in Rio" de Sérgio Mendes e Carlinhos Brown está concorrendo ao Oscar 2012 de Melhor Canção Original.

    Gi, Obrigada por conseguir um espaço entre as preparações do niver da Ane para trazer sua indicação/opinião no LM. Adoro!!!!!

    Beijos

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  3. O filme é linidssimo mesmo, meninas, mas, não gosto da história. Tipo, a marginalidade está só em quem vende os bichos e não pune a garota que em tanto tempo n tentou devolver o bicho? As músicas poderiam ser melhores e a história tmb.

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