Proteja-me - Juliette Fay

16/08/2013

Olá Saelnautas!

Hoje venho falar sobre o livro de J. Fay lançado pela editora Novo Conceito.



Sinopse (Skoob): " Quatro meses após a morte do marido, JanieLaMarche continua tomada pela dor e pela raiva. Seu luto é interrompido, no entanto, pela chegada inesperada de um construtor com um contrato em mãos para a obra de uma varanda em sua casa. Surpresa, Janie descobre que a varanda era para ser um presente de seu marido — tornando-se, agora, seu último agrado para ela.
Conforme Janie permite, relutantemente, que a construção comece, ela se apega aos assuntos paralelos à sua tristeza: cuidando de seus dois filhos de forma violentamente protetora, ignorando amigos e família e se afundando em um sentimento de ira do qual não consegue se livrar. Mesmo assim, o isolamento autoimposto de Janie é quebrado por um grupo de intervenções inconvenientes: sua tia faladeira e possessiva, sua vizinha mandona, seu primo fofinho e até Tug, o empreiteiro.
Quando a varanda vai tomando forma, Janie descobre que o território desconhecido do futuro fica melhor com a ajuda dos outros. Até daqueles com os quais menos esperamos contar.



Eu não posso dizer que estou super impressionada com a leitura deste livro, mas ele vai te ganhando aos pouquinhos... 

Quando eu leio um drama gosto de ser pega de surpresa. Gosto da dor nas palavras. No universo dos livros é bom ler a dor das personagens. A vida parece doer menos depois.

A solidão é algo discutível, cada um a enxerga de uma maneira. Eu concordo com a personagem quando ela descobre que a solidão é boa. “A melhor maneira de ser feliz com alguém é aprender a ser feliz sozinho. Daí a companhia será questão de escolha e não de necessidade” disse uma vez o Jô Soares. E eu concordo. Essa mania de agradar todo mundo mesmo se sentindo desconfortável, ter mil 'amigos' nas redes e não conhecer ninguém de verdade, de estar em todas as festas pra ser visto, pra estar no agito, pra ter gente ao redor... nada mais é do que a falta de amor próprio, de não se suportar sozinho. É muita exposição que na hora de olhar no espelho não conhece quem vê ali. Não se reconhecendo, não reconhece um problema e não pede ajuda, o que entra em discussão no livro.

Tem um trecho particular que diz: "Nós nem sempre sabemos de que nossos amigos precisam. E, eles em geral, não batem na porta nem berram o que precisam. É tudo tão mais complicado hoje em dia." Uma verdade bem escrita que eu gostaria de poder falar mais sobre. Parece que todo mundo quer que se adivinhe o que se passa com eles. Não há mais conversas em que você pode abrir seu coração onde haja verdadeiro interesse. Ninguém fala nada com ninguém e fica esse mal entendido universal gerando discórdia e mal entendidos de coisas que na verdade nunca foram ditas nem ouvidas. Sem esquecer que nós também somos os amigos que não falam... é um problema global. Como se pode entender mal o que não foi dito? 

O que eu posso dizer é que este drama pode ser avaliado de duas formas: para os metade manteiga metade gente, um livro emocionante e belo; para os metade gente metade lixa, um livro bom. Mostra amizades, perdões, surpresas de fontes inesperadas e barreiras inexistentes que não se consegue transpor. Tudo o que todo mundo vê na vida condensados em uma só personagem que pode vir a mostrar para alguns que a vida não é esse monstro que se enxerga. ainda mais depois de perder alguém...

Não gosto da capa e nem do fato de existirem contradições dos editores já na sinopse! Mas isso é só um detalhe que eu, chata, não poderia deixar de comentar. ;)

Eu só posso dizer que ele acabou me tocando, por uma ou duas situações que pareciam falar comigo em alguns trechos do livro que se encaixavam no que eu experimentei na minha vida com amizades. Mas foi só. Olhos mareados, porém, nenhuma lágrima. Não dá pra sofrer pra sempre e depois que a gente passa muitas vezes pelo que a personagem passou não há mais o que chorar...

E a pergunta de um milhão continua no ar: Por que nos tornamos tão distantes quando mais precisamos de carinho?

Até a próxima pessoal!


Que tal conferir também...

3 comentários

  1. Nunca li, mas sempre os comentários à respeito do livro, são na maioria das vezes, positivos.
    Beijinhos, fica com Deus.
    Camilla, do blog:
    lendoeaprendendoblog.blogspot.com SIGO TODOS DE VOLTA.

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  2. A capa é meio tela verde né? haha
    A sinopse me fez lembrar de um filme, com suas diferenças é óbvio, "Acima das estrelas", pela questão da varanda.
    Sobre o livro, eu tenho vontade de conferir a história, até pq eu me encaixo na metade manteiga. hahaha. Adorei suas denominações.

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  3. Tenho interesse nessa trama.
    Gostei da sinopse.

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