O Beijo da Meia Noite - Minhas Opiniões

10/05/2011

Gabrielle Maxwell é uma renomada artista plástica que vive na cidade de Boston. Abandonada pela mãe ainda na infância, ela carrega uma marca de nascença que mudará sua vida. Depois de uma exposição de fotos bem-sucedida é testemunha de um assassinato sangrento. Transtornada com as cenas de terror ela procura explicações... e apenas um homem, Lucan Thorne, será capaz de ajudá-la. 
Lucan despreza a violência de seus irmãos sem lei. Ele próprio um vampiro, é um guerreiro da raça, e jurou proteger sua espécie - e os humanos da ameaça crescente dos renegados. Lucan não pode arriscar um relacionamento com uma mulher mortal, mas quando seus inimigos escolhem Gabrielle como vítima, sua única escolha é trazê-la para o escuro submundo que comanda.
Agora, nos braços desse intimidante líder da raça, Gabrielle enfrentará um destino extraordinário, repleto de perigos, sedução e dos mais sombrios prazeres. 





“O aroma dela o envolveu, doce e sedutor, o que lhe causou dores nos dentes.
Jasmim, pensou ele, alargando os lábios num sorriso irônico de compreensão. Uma flor exótica que abre suas fragrantes pétalas apenas sob a influência da noite.
Abra-se para mim agora, Gabrielle.
(Lucan, p. 49)



Quente e envolvente. É assim o primeiro livro da série Midnight Breed, O Beijo da Meia-Noite, de Lara Adrian.

A história se passa na cidade de Boston e o primeiro capítulo começa apresentando Gabrielle Maxwell, uma fotógrafa, na noite da vernissage da exposição de suas fotos, na galeria do amigo Jamie. Após a exposição, Gabrielle e seus amigos saem para comemorar. É na boate La Notte que a mulher vê, pela primeira vez, Lucan. Após decidir ir embora, já fora da boate, Gabrielle presencia um brutal assassinato envolvendo uma gangue, onde seus seis membros agiram como animais ao dilacerarem um garoto. Justamente por ter sido testemunha do ataque - que não deveria ter sido presenciado por um humano - é que Lucan se vê obrigado a procurar Gabrielle para apagar suas lembranças, cumprindo, desta forma, seu dever de proteger a Raça.

Que Raça? A Raça dos vampiros. E não são vampiros quaisquer, destes que estamos acostumados a ouvir falar por aí. Os Vampiros da série Midnight Breed, são descendentes de Extraterrestres, que para sobreviver precisam se alimentar de sangue humano. Lucan Thorne, pertencente à primeira geração da Raça, é o líder da Ordem, um grupo composto por Guerreiros, responsável por proteger a Terra de ser atacada pelos vampiros fora de controle, submetidos à sede de sangue, chamados de Renegados.

Lucan... O que dizer desse Guerreiro? Olhos cinza-claros, cabelos pretos. Feições marcantes. Ombros largos. Grande e alto. Musculoso. Porte magnífico. Dono de uma boca generosa e sensual, ele aparenta ser sempre seguro de si. Ou seja, um sonho! O que mais me encantou é que ele é decidido e sabe o que quer. Será ele meu guerreiro preferido nesta série? Provavelmente. Ou será o Tegan? Ou o Rio? Ou... São tantas opções...

Gabrielle me conquistou logo nas primeiras páginas: artista, independente, decidida e irônica. A mulher marcada pelo trauma de ter sido abandonada quando bebê, algumas vezes é emocionalmente instável. O que me desagradou foram sua teimosia e sua insensatez, em um determinado ponto da história, que levaram a algumas consequências.

E a história como um todo? Bem... é impossível não comparar à série Irmandade da Adaga Negra (IAN), de J. R. Ward. Ambas têm alguns pontos em comum. Mas apesar das semelhanças e da minha afirmação em ser um livro envolvente, acabei me sentindo pouco à vontade com a história concebida por Adrian. Há um ponto crucial em que as séries se diferem. Enquanto em IAN os vampiros co-existem com a raça humana não precisando se alimentar de humanos - já que para sobreviver se alimentam de outro vampiro do sexo oposto - em Midnight Breed (MB) os vampiros se alimentam, necessariamente, dos humanos, que não passam de rebanho. E um vampiro descontrolado pode promover uma verdadeira carnificina. Claro que para conter a dizimação, protegendo os humanos, existem os Guerreiros. Mas vejo que eles só estão preocupados em eliminar os Renegados para que os humanos permaneçam na ignorância e continuem a servi-los como alimento. E mais, também como receptáculo sexual. Por não existem fêmeas na Raça, algumas poucas humanas tem a capacidade de gerar e dar à luz os seus descendentes, que são as Companheiras de Raça. Ou seja, a proteção aos humanos é pura auto preservação. Na minha opinião, são parasitas. E este termo é citado por Gabrielle quando em um diálogo com Lucan (p. 220). Espero, sinceramente, ainda ler que alguns da Raça sejam imprescindíveis, por fazerem a diferença, atuando na causa humanitária. Assim, em minha opinião, até que seria uma troca aceitável. Gostei muito do livro, mas pelos motivos citados anteriormente, e com base neste primeiro livro da série MB, sinto-me mais atraída pelo universo IAN.



                              

Comentários da Lica:

“Sedutor, erótico, intrigante.”
Não tem como falar desse livro sem usar as palavras da Ward.
Eu não queria mais uma série, eu não estava pronta para me apaixonar por mais uma série e aqui estou eu... Totalmente seduzida por Lucan.
Ah Lucan... Mais uma vez um teimoso tatuado que custa a perceber que está apaixonado (Aeron... Oi?)

O livro me conquistou de tal jeito que quando dei por mim, já tinha lido em muito menos tempo que achei que levaria...
A história de Lucan e Gabrielle é tão cativante, que as partes no meio contando outros acontecimentos se tornam chatas. Eu pensei em dizer dispensáveis, mas elas são necessárias para o entendimento de toda a guerra que existe.

Quanto a crítica da Si, estava tão envolvida com a história que o fato dos vampiros se alimentarem de humanos não chegou de fato a me incomodar. Penso que nesse ponto, parando para analisar a situação, acabo comparando os humanos a animais... Quer dizer, a gente não usa animais ao nosso próprio interesse para a alimentação? Porque não poderíamos ser usados assim também em uma outra realidade? Acho que essa parte da história é algo que cada um que ler terá uma interpretação. E no final das contas, isso é um ponto positivo do livro, que faz com que pensamos a respeito dessa questão e até começamos a analisar as coisas que estão acontecendo a nossa volta. Realmente gosto desses pontos em um livro.
Quanto ao fato da “companheira da Raça” eu me vejo como uma das últimas românticas do mundo... Acho que estava tão envolvida com a história de amor que há por trás disso tudo que preciso confessar que bem que eu gostaria de ser uma companheira de raça, principalmente de um vampiro como Lucan e, sim pode ser um pouco egoísta da minha parte, mas eu poder ser humana com a minha atual aparência e viver ao lado do cara que amo sem me preocupar em envelhecer nem nada do tipo... Só me faz perguntar, por que não??? rs...



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11 comentários

  1. Resenha adorável! As minhas impressões se parecem mais com a da Lica. Principalmente com relação a se alimentar de humanos. São ET´s, raça superior... Nós humanos para eles devemos ser comida mesmo... Na verdade isso é uma herança literária de vampiros antigos. O vampiro bonzinho e "vegetariano" surgiu a pouco tempo... Vampiros sempre viam humanos como comida! hahaha Mas adoro Lucan e minha xará!

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  2. amei a resenha! gostei dos pontos de vistas de cada um, ainda nao li o livro, mas me deixou com vontade de ler ♥

    ps: a capa é linda, pelo menos eu acho ela perfeita.

    ps: nao jugue um livro pela capa, mas pelo que eu vi na capa ele é....(deixarei em branco kkk)

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  3. Meu Deus! Que lindeza de resenha dupla... Si adorei seu comentário sobre porque você ficou pouco a vontade com os Breed de Lara Adrian... eu não tinha percebido que isso é uma das coisas que também me incomodou... das coisas negativas em relação a IAN... concordo com a Lica em relação às Companheiras de Raça... pena que eu não tenho nenhuma 'gota' como mancha de nascença...
    Parabéns meninas pela resenha!!!!

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  4. Tenho até vergonha de postar minhas resenhas depois de ler a de vocês rs ...


    Aaaaah então tá feita a troca Lica vc fica com o Lucan e a Simone com o V? Olha eu colocando lenha na fogueira hauahuahauauau parei =X

    Ainda não tenho esse livro ... tenho vontade de ler mais só de pensar em mais uma série X_X haja $$ e estante

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  5. *.* Resenha dupla é mara!!!!!!!!!!
    AMEIIIIIIIIII

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  6. Eu querooo muito esse livro! Ah, não ligo de ser comida por um vampirão não! Kkkkk

    Beijos!!!

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  7. Que chique, uma resenha com dois pontos de vista! Gosto bastante dos livros da Laura e achei que a capa brasileira não ficou das piores desta vez... finalmente! Lucan, Lucan...

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  8. Parece ser um livro muito bom, e como não li não posso dizer se concordo ou discordo sobre a comparação com IAN.
    Mas a resenha está ótima.

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  9. Gostei da resenha.
    Vou acrescentar mais um livro na minha lista.

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  10. Mais um livro pra lista~> Vou falir.

    Quero ler, amei a capa e me interessei pela história ^^

    ~> Beijusss...;*

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  11. Já entrou pra minha lista há um tempinho. A capa é bem bonitinha...
    Resenha bem legal!

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