Lentes mágicas 3 - A Madrasta

18/05/2011

A história cinematográfica de hoje é sobre uma Madrasta! Mas ainda seguindo a linha doce do mês de maio, o filme escolhido fala de amor verdadeiro, as implicações que isso traz e o conhecido final feliz. 
Contudo, tenho que lhes dizer que este filme não é qualquer doce. É um doce tradicional, sabor envolvente, artesanal, uma mistura única e deliciosa de comédia, drama, romance e musical.  É uma trufa especial de chocolate com recheio de morango, uma cesta supresa com vinho, queijo, frutas e flores. É um dia ensolarado com direito a piquenique, é o sabor da paixão arrebatadora que muda toda sua vida, é o cheiro de grama molhada pela chuva, é a descoberta da verdadeira vocação, é assumir o amor, é o som da música!

Se você não viu, ainda verá! Não se encaixa em num unico rótulo dos filmes de hoje (ou cabe em todos) do tipo: comédia romântica, musical, melodrama... enfim, é um filme soberbo! Há muito tempo atrás eu tive acesso a ele e agora, depois de praticamente 16 anos, assisti ele inteiro novamente. Um clássico que milhares já viram. Ou ouviram. Com certeza, em algum momento este filme surgiu na vida de muitos sem saberem...  Já foi filme, desenho, especial de natal, musical, livro, série. Claro que nad disso com elenco original do filme. Cada país foi, ao longo dos anos, fazendo suas versões ‘particulares’ a cada aniversário para contar essa bela história às novas gerações. Quem me dera ter as paisagens de Salzburg passando ao fundo de meu post enquanto falo sobre este filme. Já no inicio do filme se entende que a protagonista é diferente. Primeiro porque a atriz dança, canta, interpreta, assovia e chupa cana! Segundo porque a personagem trata a natureza como uma pessoa. Fala sobre o dia, o vento, o sol como se fossem seus amigos e a chamassem para cantar. “Não pude resistir. As montanhas me chamavam, o céu estava tão azul e tudo estava tão verde e perfumado, eu tinha que participar!” “O Untersberg me fez subir como se quisesse passar das núvens!”

Ficha técnica:
Título original: (The Sound of Music)
Lançamento: 1965 (EUA)
Direção: Robert Wise
Atores: Julie AndrewsChristopher Plummer, Eleanor Parker, Richard Haydn.
Duração: 172 min
Gênero: Musical
Distribuidora(s): 20th Century Fox
Figurinos: Dorothy Jeakins
Musicas: Richard Rodgers


Lançado em 1965, Sound of Music foi um sucesso e pelo menos a cada dois anos há uma nova tiragem de DVDs no mercado. Foi lançado como drama musical e temia-se por seu fracasso, já que o cinema estava com muitas produções independentes européias. Os críticos da época chegaram a dizer que o filme era muito 'doce' e como podem notar eu usei a parte positiva disto pra escrever o post.

O filme: conta a história veridica da familia de cantores Von Trapp, mostrando desde o dia que a então noviça 'Maria Kutscher' segue do convento de Salzburg para trabalhar na casa da familia Von Trapp como governanta, até o momento em que a família foge da Austria por causa da anexação feita pela Alemanha durante a guerra em 1938. Maria é a 14 governanta da casa. Georg é capitão da marinha, é viuvo e tem 7 filhos, sendo 5 meninas e 2 meninos. Cuida das crianças como se cuidasse de um de seus navios, com regras, apitos, marchas e posições de apresentação rigidas. Maria muda a rotina da casa pois sua indicação para este trabalho é como uma prova imposta pela madre superiora. Indo cuidar dessa função, já que no convento ela causava muitas confusões, ela não se adapta muito bem ás regras militares do capitão Von Trapp. Pra se adaptar e fugir das travessuras das crianças, Maria se torna ‘amiga’ delas, abre espaço para o carinho e resolve pequenas fobias com canções.
O capitão passa muito tempo fora de casa, longe dos filhos, aproveitando festas, namorando e se fazendo de ocupado para fugir das lembranças que a casa e suas crianças lhe trazem da falecida esposa. Quando ele finalmente resolve trazer a sua ‘baronesa’ para conhecer os filhos, ele se apaixona pela Maria de vez (em uma cena linda com a coreografia da polka 'Laendler', uma dança folclórica austríaca) e termina seu noivado com a baronesa de Viena.
Porém, quando você acha que tudo está bem, que a mocinha já está casada com seu amado será tudo flores, não é bem assim. Os nazistas dominam a Áustria e o capitão é convocado para servir na marinha alemã. São egos tentando escapar de carro, mas eles tem um programa sobre uma apresentação das crianças no festval da cidade e conseguem escapar de uma repreenção maior. A família decide, então, fugir de carro através da fronteira logo após a apresentação. As fronteiras estão fechadas e eles se vêem obrigados a caminharem pelas montanhas. 
Os jornais diziam que o filme terminava com “uma das mais emocionantes sequências do cinema", que é embalada pela música Climb Ev'ry Mountain, linda... o filme termina com a família nas montanhas, felizes e juntos! Uma das poucas histórias onde a madrasta é amada e amável. Uma verdadeira mãe!

Ok! Eu sei que eu babo por esse filme... desde pequena sei as canções, algumas falas de cor, uns passos da polka... mas é um filme lindo! A beleza de filmar com película escura num fim de tarde para parecer noite, de ver os atores realizando muitas tarefas sem um dublê ou cabos de sustentação. É a magia do teatro na tela do cinema. É uma história gasta, meio piegas, mas na época era um bafafá todo uma freira abandonar os votos para casar com um homem viuvo e com 7 filhos! Mostrando as facetas do nazismo em um tempo que as feridas das segunda guerra mal haviam se curado! Pra mim é uma obra prima, digna de 1 milhão de caracteres no minimo!

Julie Andrews, hoje com 75 anos, e Christopher Plummer, com 80 anos, que interpretaram o casal principal, Maria e o Capitão Von Trapp, reencontraram as ‘crianças’ em um programa de tv: Charmian Carr (Liesl), Nicholas Hammond (Friedrich), Heather Menzies (Louisa), Duane Chase (Kurt), Angela Cartwright (Brigitta), Debbie Turner (Marta) e Kym Karath (Gretl). Muitos dos atores do filme estrelaram séries ao longo dos anos.

A eterna noviça Julie Andrews fez varios outros filmes de sucesso, os mais atuais é “Diário da Princesa 1 e2” e “Shrek 2 e 3”. Sempre esbelta, sorridente, com postura de rainha e voz de colibri.

Termino este post dizendo como faz falta essa ingenuidade nos dias de hoje. Um pouco de sujeiras nas roupas, boas corridas no campo, subidas em árvores, vozes deliciosas e atuações memoráveis. Adoro ficção, amo tecnologia, sou apaixonada pelos truques fantásticos, mas um filme como este ainda me leva para o mundo magico que a personagem vive e me faz chorar. Mil vezes.

Que tal conferir também...

10 comentários

  1. Adoro este filme… adoro Julie Andrews… adoro as músicas… todas! Edelweiss é minha preferida… parabéns por este post delicioso!

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  2. Aaaa eu assisti esse filme a muito bem atras e amei... preciso reassistir ...

    Adoro a Julie como a vó da Mia no Diários da Princesa *_*

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  3. Muito bom .....recomendado assisti rescentemente.......o musical é bárbaro....Parabéns!!!! Por postarem

    Adoroooo!!!

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  4. De fato o filme é muito bom! E como todo mundo, também adorooo a Julie em Diário da Princesa ♥

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  5. Que post lindo, nunca assisti o filme, mas só ouso coisas boas!!!!

    Depois desse post, agora tenho que assistir!

    Beijos!!!

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  6. Estou amando escrever nas quartas! Agradeço o carinho e os coments...

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  7. preciso realmente assistir este filme depois disso ♥

    adorei
    parabens!!!

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  8. Ainda não assisti esse filme, mas sempre falam coisa boas dele. Um dia eu assisto.

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  9. Garota, vc arrasa nas escolhas! Amo, amo de paixão Julie Andrews! Noviça Rebelde tenho em DVD e vou comprar a edição de aniversário! Amo o Capitão Von Trapp! A trilha sonora então bárbara! Romântico, doce, encantador!

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