Belleville - Felipe Colbert

13/08/2014

 Se pudesse, Lucius aterrissaria em 1964 para ajudar Anabelle a realizar o grande sonho do seu falecido pai! De quebra, ajudaria a moça a enfrentar alguns problemas muito difíceis, entre eles resistir à violência do seu tio Lino. Claro que conhecer de perto os lindos olhos verdes que ele viu no retrato não seria nenhum sacrifício... Sem conseguir explicar o que está acontecendo, Lucius inicia uma intensa troca de correspondência com a antiga moradora da casa para onde se mudou. Uma relação que começa com desconfiança, passa pelo carinho e evolui para uma irresistível paixão – e para um pedido de socorro...

Olá amantes da leitura, como vai tudo? 

E mais uma vez tive o prazer de ler um autor brasileiro, o Felipe Colbert. Ainda não conhecia o trabalho dele mas digo já de primeira que fiquei encantada com o modo de escrita dele. Com capítulos curtos ( nova tendência editorial), o livro é leve, mas nem por isso, com menos emoção.

Com capítulos curtos, Belleville foi uma grata surpresa para mim. Não havia expectativas quanto ao ler o volume, até quando li a primeira página. O livro começa com uma carta datada de 1964, escrita por Anabelle. O sonho dela? Ver a montanha russa que seu pai e ela começaram a construir no quintal de casa finalizada e funcionando. Porém, seu pai esta morto há tempos e ninguém sabe onde está Anabelle. É é nessa carta que você se sente convidado a entrar nessa aventura como se fosse realmente parte da história, sugerindo que você leitor também é importante para a realização do sonho da jovem garota. 

Então, em 2014, eis que surge Lucius, um jovem que se muda para a charmosa cidade de Campos do Jordão para ser calouro na universidade, no curso de Matemática. Alugando uma antiga propriedade, ele vai um dia dar uma volta no bosque e descobre a estrutura de madeira. Mas o que seria isso? Descobre também dentro da casa plantas do projeto da montanha russa, chamada de Belleville. Agora sim, entendia todos os piquentes fincados naquele vasto terreno.

Sem hesitar, ele começa a revirar o passado da casa, da montanha russa, e acaba encontrando a carta de Anabelle. Ele resolve então responder à ela, explicando o por quê de não poder levar esse projeto adiante, pois ele é caro e custaria muito do seu tempo.

Através de uma caixa, os dois conseguem se corresponder, mesmo que haja 50 anos de diferença entre eles. Mas a maneira como o autor conduz isso é simplesmente fantástica, e faz você leitor acreditar que sim, isso seria possível.

Mas como uma montanha russa, essa história tem vários altos e baixos, eu diria até loopings! Depois de algumas poucas cartas, Lucius decide: vai continuar Belleville e tornar o sonho da jovem moça órfã realidade! Então, a história vai se desenrolando e se tornando surpreendente a cada nova página.

Convido você a conhecer essa obra e dar um passeio de montanha russa comigo. Aperte os cintos, você não irá se arrepender!


Até mais!

Sou a Fabi.... blogueira, escritora e eterna sonhadora!

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5 comentários

  1. Fabi, eu havia lido apenas uma resenha deste livo e já me encantado com a história; agora estou fascinada e apaixonada querendo embarcar nesta montanha de emoções,..acho até eu sou capaz de encher meus olhos de lágrimas. Com certeza me parece ser uma linda história que não merece ser deixada de lado.

    Bjsss

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  2. No início, não tinha me interessado muito por esse livro, mas tenho lido tantas resenhas positivas, que acabei ficando curioso pra ler. Gosto quando os autores fazem essas "brincadeiras" com o tempo. E, se além disso a narrativa do autor conseguir me prender, não tem como não se jogar na trama. Espero ter a oportunidade de ler em breve.

    @_Dom_Dom

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  3. Olá meus queridos amigos, indico a leitura de Belleville... sou meio cética quanto à narrativas que se transpassam no tempo,, demoro para entrar no feeling, mas acho que o Felipe fez um excelente trablho em BelleVile... abraços

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  4. Não sei, mas qdo comecei ler a sua resenha lembrei logo do filme "A Casa do Lago", sabe, essa coisa de pessoas de épocas diferentes mantendo contato. A sinopse não dá a dimensão do que a sua resenha passa. Se eu tivesse lido somente a sinopse não teria me interessado.

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  5. Jois, quando comecei a ler o livro, logo me remeti às lembranças de a casa do lago, e realmente, lembra bastante.

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