Graffiti Moon – Cath Crowley

15/12/2014

graffiti moonUma aventura emocionante e perigosa como um grafite clandestino. Uma noite de arte e poesia, humor e autodescoberta, expectativa e risco e, quem sabe, amor verdadeiro. Um artista, uma sonhadora, uma noite, um significado. O que mais importa? O ano letivo acabou, aliás, o último ano do ensino médio. Lucy planejou a maneira perfeita de comemorar: essa noite, finalmente, ela encontrará o Sombra, o genial e misterioso grafiteiro, cujo fantástico trabalho se encontra espalhado por toda a cidade. Ele está de spray na mão, escondido em algum lugar, espalhando cor, desenhando pássaros e o azul do céu na noite. E Lucy sabe que um artista como o Sombra é alguém por quem ela pode se apaixonar — se apaixonar de verdade. A última pessoa com quem Lucy quer passar essa noite é o Ed, o cara que ela tem tentado evitar desde que deu um soco no nariz dele no encontro mais estranho de sua vida. Mas quando Ed conta para Lucy que sabe onde achar o Sombra, os dois de repente se juntam numa busca frenética aos lugares onde sua arte, repleta de tristeza e fuga, reverbera nos muros da cidade. Mas Lucy não consegue ver o que está bem diante dos seus olhos.

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Graffiti Moon entrou de modo meio aleatório na minha lista de leituras. o Book Trailer me chamou a atenção e como o grafitismo é uma arte que me encanta, fiquei mais do que curiosa para ler uma história com ele no tema. E posso dizer que o livro me ganhou desde o início. Ele é muito gostoso de ler.

Intercalando os pontos de vista de Ed e de Lucy, vamos conhecendo a história que se passa em uma noite. E embora o leitor já descubra algumas coisas bem cedo na narrativa, não vou contar nada a mais do que está na sinopse acima – eu sabia menos que isso antes de ler, mas mesmo que você saiba mais detalhes, Cath sabe te prender e te fazer querer chegar até a última página.

graffittimoon salemNem o Salém resistiu....rs

Uma das coisas que adorei no livro é que a ‘arte’ é também uma personagem. Vários tipos são citados durante o livro, assim como alguns artistas e a tradução/edição foi super legal em colocar alguns detalhes em nota de rodapé. E eu fiz algumas anotações para procurar mais na internet depois...

“Solto as mãos do freio e me deixo levar. As arvores e as cercas se confundem, e o concreto podia ser o céu, e o céu podia ser o concreto, e as fábricas se espalham diante de mim como um sonho iluminado por luzes dispersas.” (pág. 08)

Lucy trabalha como ajudante e está aprendendo a moldar o vidro no sopro. Eu acho que é algo tão incrível que ficaria tão encantada quanto a Lucy se tivesse a oportunidade de conhecer de perto essa arte. Só de ver em alguns vídeos já fiquei encantada, imagina ao vivo e poder aprender? Parece muito legal e esse é um dos toques da história que também me conquistou.

“É disso que gosto na arte, o que você vê às vezes diz mais sobre quem você é do que sobre o que está na parede. Olho para o grafite e penso que todo mundo guarda algum segredo, algo adormecido, como esse pássaro amarelo.” (pág. 24)

E tem também a questão do grafitismo... É arte? É vandalismo? O que você acha disso? Em Graffiti Moon vemos que a cidade disponibilizou espaços onde o grafite é permitido, mas também tem a questão de ele não ser legalizado em outras áreas e tem risco de ir para a cadeia. A maneira em que o assunto é abordado no livro faz a gente pensar em várias coisas. Ver o ponto de vista de um grafiteiro também é interessante e eu acho que essa é uma arte que está sempre em uma tênue linha entre beleza e vandalismo.

10805836_10202154426901550_4834786499887929799_nEsse muro é em um ponto de ônibus aqui em Blumenau... Eu bem que acharia legal se deixassem ele ainda mais colorido... :)

Ah, e quem gosta de um toque de romance, é claro que tem também. E conforme você vai conhecendo a Lucy e conhecendo o Ed, não tem como não torcer por eles. Para eles se entenderem – tanto um ao outro como cada um a si mesmo.

grafitti moon

Graffiti Moon meio que ‘caiu’ no meu caminho e eu adorei ter dado uma chance ao livro. A história tem um pouco de arte, um pouco de romance, um pouco de mistério e de questionamentos entre o que é certo e o que é errado. Mas Cath Crowley fez um ótimo trabalho e nos presenteou com um livro completo que é realmente muito fofo. É aquele livro único que você termina querendo um pouco mais, não por ele faltar alguma coisa mas por ficar tão encantada no universo que não quer sair dele. Leitura mais do que recomendada!!!licavargas

 

 

  • Comentário totalmente aleatório e que como fã de Supernatural preciso fazer... Impossível não sentir saudades do “Crowley” cada vez que vejo o nome da autora... #sorry pela conexão!!!

E para fechar, tem um vídeo muito fofo no Youtube, fanmade... Lindo...

Romântica incurável com um toque de Drama Queen. Sonhadora, teimosa e viciada em livros, afinal, se você não pode cair no mundo, viva através dos personagens! Criadora do blog Amores e Livros, ainda acredita que um dia será paga para ler! Facebook / Twitter / Instagram

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6 comentários

  1. Não tinha lido ainda resenha deste livro, e estava curiosa para saber um pouco mais dele. Não pensei que o enredo fosse assim, e achei interessante. Quando der vou ler.
    Bjs, Rose

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    1. Leia sim Rose...
      ele é fofo e interessante ao mesmo tempo... vale a pena :)
      Beijinhos,
      Lica

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  2. Desde o lançamento desse livro, tenho muita vontade de lê-lo.
    E ainda não o li pelo preço elevado.


    Adoro estórias como essa e

    vou pedir para o maridão de presente,rs.

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  3. Eu já tinha visto uma resenha dele e tinha ficado super curiosa, bem que podia ter sorteio dele, rsrsrs
    Só pela sinopse eu já presumi que o Ed é o Sombra, não sei se estou errada, mas não gosto quando as coisas ficam assim tão na cara.
    Esse livro deve ser belíssimo, muitos podem não ver o grafiti como uma forma de arte, mas é, e muitas vezes muito mais acessível que outros tipos de arte e não damos o devido valor.

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  4. Nunca li nada que abordasse essa manifestação cultural, que é o grafitismo. Sou completamente a favor quando o artista se usas dessa arte para se expressar. Quando parte para o vandalismo, aí já é outra história. O que achei legal também é que a autora abordou um pouco de tudo nessa livro. E quando fechamos o livro e ficamos com a sensação de que ele poderia ter mais páginas, isso quer dizer que o autor mandou bem.

    @_Dom_Dom

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  5. Oi, Tudo bem? Apesar da premissa do livro não ter me chamado a atenção para lê-lo eu gostei sobre a abordagem do tema grafite. Gosto da arte e sempre vi muitas delas em São Paulo. Acho que em determinados locais ele agrega valor e realmente se torna uma forma de apreciar arte de graça. Não gosto de pichação, isso sim acredito ser vandalismo e enquanto os "donos da rua" estiver abrindo espaço para os artistas a pichação não terá lugar.
    Beijos.
    Blog Cantar Em Verso

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